terça-feira, 2 de dezembro de 2014

56 K - Bandeira quadriculada

Chega ao fim as postagens aqui no blog...

O Meu J3 foi vendido com 56725 quilômetros e com isso o blog não vai mais receber atualizações, nesses 3 anos foram mais visualizações do que eu imaginava. Espero que o objetivo do blog tenha sido cumprido, que era justamente fazer uma análise sem ser um especialista na área, uma análise do ponto de vista de um cliente comum.

Quilometragem final

Espero sinceramente que o conteúdo do blog possa auxiliar quem procura na internet por mais informações sobre os carros da JAC, pois existem poucas referências.

Fica aqui o meu muito obrigado a todos que acessaram o blog, enviaram e-mails, comentaram ou simplesmente foram contabilizados por mais um view.

Coloco aqui umas das últimas fotos tiradas com o Meu J3...

Essa foto representa o objetivo do blog, sempre olhar para frente mas de vez em quando é bom olhar no retrovisor...

E no final, a última foto do guerreiro.



Quem quiser pode entrar em contato por aqui no blog ou ainda diretamente em:

Twitter: @pnpinformatica
Facebook: https://www.facebook.com/maicon.luz.3
E-mail: pnpinformatica @ gmail.com (sem os espaços)

Abraço, até mais.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

56 K - Avaliação final

Escrevo aqui a minha última avaliação sobre o Meu J3, a avaliação final.

Nesse período que fiquei com o carro e que se passaram quase 3 anos foram rodados 56725 quilômetros. Passei por diversas situações que me permitiram ver que o Meu J3 não é um carro tão frágil mas que não passa de um carro comum que precisa melhorar muito.


No começo eu acreditei que o J3 era um carro melhor, mas no decorrer do tempo ficou claro que apesar de não ser tão frágil a JAC precisa aumentar bastante a qualidade do carro. Houve problemas na parte eletrônica do carro com a famigerada luz do EPC, os problemas de acabamento que reportei nas últimas postagens, alguns problemas com peças bobas mas que acabaram gerando dor de cabeça como o ressecamento e quebra dos batentes dos pedais que acabaram gerando problemas no EPC.

Mas a experiência a bordo dele foi bem legal, é um carro que tem boa posição de dirigir, com giros mais altos o motor se mostra um pouco mais esperto. O rádio com sua mini usb foi um saco, mais o sensor de estacionamento era muito preciso. Também importante mencionar que o espaço interno se comparado com os demais hatchs é bom, isso também vale para o porta-malas.

Se parar e analisar friamente a quantidade de defeitos críticos que o carro apresentou até que foram poucos, em termos de quantidade, mas o problema está justamente no fato de que eles nunca foram solucionados pela concessionária da JAC. Chega uma hora que o cliente enche o saco e perde a paciência.

E é justamente no atendimento de pós-venda da JAC que fica o GRANDE problema. Por que se fosse eficiente isso amenizaria os problemas e com certeza geraria uma empatia maior com a marca. Algo que no início da minha experiência com a JAC acontecia, por várias vezes acreditei que como a marca era nova no Brasil eles ainda estavam se adaptando aos processos brasileiros e que iam melhorar com o passar do tempo. Mas não foi isso que aconteceu, percebi que estava muito enganado e a JAC manteria a mesma maneira de atender os clientes.

E a falta de peças? E a desvalorização? Tudo isso eu sabia que era um grande risco e uma grande aposta a três anos, nesse quesito o risco aconteceu, porém, é precisar falar um pouco do cenário dos carros a 3 anos atrás. Nenhum outro carro possuía tantos opcionais quanto o JAC J3 pelo excelente valor que ele estava sendo vendido, nesse ponto foi muito vantajoso ter adquirido o Meu J3.

Se eu compraria de novo um carro da JAC?
Não, e a resposta parece ser meio óbvia. Passei a dar valor também para algo que eu não dava, o serviço de pós-venda.

Se eu me arrependi de ter comprado um JAC?
De novo a resposta é Não, valeu a pena, como disse, na época em que adquiri o carro era o melhor cenário que eu tinha para comprar um hatch com os opcionais que ele tinha.

A pergunta que mais ouvi nesse tempo foi: E o carro é bom?
A minha resposta é de que carro é regular. Não é ruim, mas está longe de ser bom.

A minha opinião final é a seguinte...

Atualmente existem outras opções melhores no mercado, não recomendo a compra dos carros da JAC. A menos claro que eles baixem absurdamente o valor pedido pelos carros, algo impossível de acontecer.

sábado, 29 de novembro de 2014

Dica para importação de peças da JAC

Aqui vai uma dica para quem tem interesse em importar peças para o seu JAC.

Como todo mundo sabe os carros da JAC são chineses, então, nada mais óbvio e natural do que procurar peças em sites chineses.

Dois sites que tem muitas peças que podem ser importadas:
  • http://www.aliexpress.com
  • http://www.alibaba.com

O único problema nesse caso é o tempo de espera para receber as compras, em alguns casos pode demorar 4 ou 6 meses para as peças chegarem, mas elas chegam. Então a dica aqui é: paguem o valor pedido para que as mercadorias sejam rastreadas, geralmente esse valor é bem baixo e vale a pena. Com o rastreio caso você não receba o produto ou o mesmo seja extraviado no caminho, você pode solicitar o reembolso ou ainda o seu produto de novo.

Mais uma dica que vale ouro na hora de garimpar por peças da JAC. No mercado chinês ou mesmo em alguns outros países o nome do carro é um pouco diferente do que o nome brasileiro, inclusive o modelo pode variar um pouco, mas a parte mecânica é a mesma.

O nome do modelo chinês é Jac Tongyue e seria equivalente ao J3 e ao J3 Turin, para quem busca por peças para o J5 ou J6 pode procurar por JAC Heyue.


Mas atenção
Não confunda JAC Heyue com JAC Heyue SC, o modelo SC é um modelo de carro esportivo laçando pela JAC e a sua motorização não se assemelha com os motores daqui do Brasil. Talvez algumas peças possam ser equivalentes mas é preciso olhar os códigos de cada peça.

Vale lembrar também que várias peças são intercambiáveis entre os modelos, na hora de escolher a peça tem que procurar pelos códigos e conferir se os códigos são os mesmos.

Era isso pessoal, espero que possa ajudar quem procura por peças importadas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

55 K - Motivo 5 para venda - Falta de peças de reposição

Apesar de eu não ter precisado de muitas peças de reposição deu para perceber que algumas peças podem não ser tão fáceis de se conseguir.

Posso citar como exemplo os discos de freio e as pastilhas, na própria concessionária quando cotei os valores para troca das peças, a "consultora" me disse que eu teria que ligar com antecedência antes de realizar o serviço para verificar se ela teria as peças em "casa", por que eles poderiam não ter, e olha que são peças comuns de reposição.

Achei que no mercado paralelo eu conseguiria essas peças com mais facilidade, mas não foi isso que encontrei. Em diversas oficinas que liguei nenhuma delas estava encontrando peças em seus fornecedores para os modelos da JAC.

Mas e não é só procurar e comprar as peças na internet? Ai está uma questão que muitas pessoas não conhecem ou não passaram por isso ainda, e vou detalhar um pouco mais.

Na internet é possível sim encontrar os discos e pastilhas bem como algumas outras peças da JAC, o detalhe é que muitas oficinas não aceitam que o cliente leve as peças. Isso se explica pela qualidade das mesmas, pois existe a possibilidade de alguma peça dar defeito e o cliente voltar e colocar a culpa no serviço executado. Então para evitar esse tipo de problema muitas oficinas só trabalham com as peças que elas mesmas fornecem, dessa forma é possível dar garantia no serviço e nas peças.

Mas o cliente pode procurar oficinas que aceitam que o cliente leve as peças, mas agora o problema cai no colo do cliente, se a peça apresentar defeito como você vai fazer para realizar a troca? Vai ter que pagar uma mão de obra para retirar a dita peça e pagar outra mão de obra para colocar a nova?
Sem falar no tempo que o carro pode ficar parado esperando as peças chegarem, sabemos que compras via internet demoram alguns dias, mesmo que o envio da peça defeituosa e a entrega da nova seja rápida.

Conclusão

Como os carros da JAC não caíram no gosto popular aqui no Brasil, o cliente tem que procurar achar uma melhor relação custo x benefício. Muitas fabricantes de peças paralelas só fazem as peças que são comuns a outros modelos de carros justamente para conseguir atender uma gama maior de clientes. Peças mais específicas o cliente só encontra nas concessionárias da JAC sob encomenda ou importando diretamente na internet. Aliás eu vou colocar no blog um post sobre importação das peças da JAC para quem estiver interessado.

55 K - Motivo 4 para venda - Qualidade chegou ao fim

Próximo dos 60 mil quilômetros é possível observar alguns sinais de que a qualidade de acabamento do carro está chegando ao seu limite.

A manopla do câmbio que possui um acabamento cromado, já está toda descascada. Dessa forma o aspecto é de um carro que rodou bem mais quilômetros.

Os acabamentos de plástico no interior do carro estão se soltando, seja por que perderam o seu poder de fixação normal ou por que ressecaram e acabaram quebrando sozinho, abaixo coloco algumas fotos para mostrar do que eu estou falando.



E não foram só essas peças plásticas, várias outras peças internas apresentam mal encaixe. Já comentei isso aqui , além de fazer um monte de barulho irritante isso é um pouco preocupante por que me pergunto quanto tempo mais aguentaria essas peças? Se próximo de 60 mil km já apresentam sinal de pouca qualidade quando o carro chegar a 120 mil km em que estado estarão?

A parte de baixo do painel dianteiro que fica atrás do volante também está torta, apresentando uma certa deformidade e deixando um fresta entre as peças do painel.

Além das peças plásticas, outros comportamentos do carro também me deixaram com a pulga atrás da orelha com relação a qualidade.

Por exemplo a buzina intermitente que relatei aqui,  e os diversos problemas com o EPC que nunca foram sanados e que por último nem ligava a luz no painel avisando do problema.

O grande quê, nisso tudo é saber que foi um carro que rodou uma quilometragem normal. Na maior parte do tempo (90%) em estradas e ruas asfaltadas, claro que o nosso asfalto aqui no Brasil é uma porcaria, mas quem roda realmente bastante com o carro pode passar por muitos apuros.

Conclusão

Além dos problemas pequenos de acabamento, diversos foram os problemas intermitentes com o carro. Com o passar do tempo eu comecei a perder a confiança no carro, e ficava me perguntando qual será a próxima pegadinha? Qual o próximo problema intermitente que vai me fazer de palhaço na concessionária da JAC?

Sobre a parte mecânica do carro, talvez eu possa falar algo sobre a suspensão que começou a dar sinais de que tinha começado a se entregar com 37 mil km e com 42 mil km eu tinha constado que de fato já tinha ido pro espaço. Achei um pouco precoce a suspensão ter perdido a sua eficiência com essa quilometragem, mas pode ser que de fato eu tenha feito o uso mais intensivo do carro que exigiu a suspensão além da sua capacidade normal.

O sistema de refrigeração do carro deve ser elogiado, mesmo pegando tráfego pesado na cidade ou engarrafamentos gigantes em dias de calor o marcador nunca passou da temperatura normal do carro, sequer chegou perto de alguma temperatura preocupante. E o líquido de arrefecimento nunca precisou ser completado.

De resto o motor apresentou os problemas eletrônicos com o EPC, mas não apresentou nenhum sinal de vazamento de óleo em nenhuma parte. E aqui cabe uma boa observação o motor rodou 60 mil km sem receber nenhuma intervenção da oficina, afinal eles nunca fizeram nada no motor, só trocaram óleo e filtro. E vai saber se trocaram mesmo, afinal quem proíbe o cliente de visualizar o serviço que está sendo executado dá o direito da dúvida pro cliente, e eu tive lá dentro da oficina e vi como é que as coisas funcionam...

55 K - Motivo 3 para venda - Pós-venda péssimo

Quem chegou até aqui lendo o blog já sabe que o atendimento da JAC é pífio.

Seguindo o que fiz em outras postagens vou criar uma pequena lista de eventos que ocorreram:

  1. Horário de agendamento na oficina que não é cumprido
  2. Oficina que diz que o serviço foi realizado mas entrega o carro do mesmo jeito que chegou
  3. Oficina que não consegue diagnosticar o problema e diz que é um comportamento normal do carro
  4. Jogo de empurra e mentira do responsável da concessionária quando uma reclamação é realizada
  5. Acesso proibido dos clientes a oficina
  6. Peças que nunca estão no estoque
  7. Atendimento muito demorado na concessionária, o cliente não consegue nem pagar o que deve
  8. Horário agendado que não aparece na agenda da oficina
  9. Reclamação que não resolve nada
  10. Poucas concessionárias para atender os clientes
 Acredito que com essa pequena lista consegui resumir um pouco do que vi dentro da concessionária da JAC.

Conclusão

Já dá para imaginar todo o estresse que foi a minha relação com a JAC e o péssimo atendimento que tive ao longo desses três anos. Fiquei preso a única concessionária em Porto Alegre e a única em todo o Rio Grande do Sul que possuía o serviço de oficina, dessa forma não tive nem chance de escolher outra concessionária.

55 K - Motivo 2 para venda - Desvalorização brutal

O Meu J3 edição Brasil quando foi adquirido no final de 2012 custava R$ 36990 reais.

Atualmente a tabela FIPE aponta que o valor de mercado é de R$ 26407 reais, porém na prática a situação é bem diferente.

Aqui em Porto Alegre no mercado de usados é possível encontrar J3 sendo vendido por valores entre R$ 22 mil e  R$ 25 mil reais. O grande problema é o mercado que esses carros têm, quando se fala em mercado quer dizer a saída, o interesse das pessoas em comprar o carro.

Não raro é possível ver que um carro da JAC chega na revenda de usados e fique lá por um bom tempo.

Com isso vender o J3 para pessoas particulares se tornou um desafio enorme, um negócio literalmente da China, pois a pessoas tem muita resistência com carros chineses, a JAC não conseguiu se estabelecer como uma montadora confiável aqui no Brasil (por que será né?).

Já a venda em concessionárias para a compra de outro carro é possível, mas é aí que a desvalorização do carro realmente acontece. Algumas concessionárias chegaram a me oferecer R$ 14000, isso mesmo R$ 12000 reais abaixo do valor da tabela FIPE, ou ainda, pagavam cerca de 60% do valor da tabela.

Outro fator que influencia diretamente na desvalorização dos carros da JAC é própria estratégia de marketing da JAC. Eu explico, em três anos vendendo os carros no Brasil a JAC praticamente não reajustou o valor de venda dos carros e ainda acrescentou alguns itens nos carros. Dessa forma as pessoas preferem comprar um carro novo do que comprar um carro usado, e esse raciocínio é extremamente lógico, porém danoso para quem decidiu comprar um JAC.

É como se a JAC Motors fosse a Apple, cada novo modelo de Iphone lançado possui um valor bem similar com o valor do modelo anterior quando o mesmo foi lançado. Por consequência o valor do Iphone "antigo" cai bastante no mercado, por que as pessoas comprariam Iphones velhos se elas podem comprar Iphones novos?

Essa lógica se aplica a Jac Motors, sem falar em outros fatores que a JAC influencia como o pós-venda deficiente que já não é segredo pra ninguém.

Conclusão

Decidi vender o Meu J3 justamente para minimizar o prejuízo da desvalorização. Carro não é investimento e todo mundo sabe disso, todo o carro se desvaloriza, só que os clientes da JAC não esperavam que se desvalorizasse tanto, ainda mais devido ao fogo "amigo" da JAC.

55 K - Motivo 1 para venda - Manutenção acumulada

1 - Manutenção acumulada


Bom, como já ficou claro aqui no blog, a oficina da JAC é péssima. Com isso todas as manutenções preventivas que poderiam ser realizadas não foram feitas. Agora com o carro se aproximando dos 60 mil quilômetros ele está começando a cobrar exatamente as manutenções que não foram realizadas...

Mas que manutenção é essa que faltou?

Suspensão

Como já falei em outras postagens, a suspensão já foi pro espaço a alguns quilômetros. E, em nenhum momento a oficina a JAC apontou a necessidade de troca de algum componente, pelo contrário, já foi dito que a suspensão está em perfeito estado.

Barulho intermitente no motor

Outro tema que foi recorrente aqui no blog, desde dos 26 mil quilômetros convivo com um barulho que ninguém da oficina sabe o que pode ser.

EPC e seus problemas

Recentemente postei aqui no blog que o fantasma do EPC havia aparecido novamente, mas que naturalmente, nenhuma anomalia foi identificada.

1.1 - Manutenção acumulada pelo proprietário

Outro fator que contribuiu para que a manutenção fosse postergada foi que, quando o carro estava com 50 mil quilômetros aproximadamente, comecei a pensar seriamente na possibilidade de vender o Meu J3. Com isso a minha decisão foi de investir o mínimo no carro e postergar o máximo que dava.

Seria necessário fazer o seguinte:
  • Trocar os 4 pneus originais
  • Trocar os discos de freio e as pastilhas, com 50 mil quilômetros as pastilhas foram substituídas mas quando se troca os discos é recomendável colocar pastilhas novas
  • Realizar a revisão básica de 60 mil km da JAC para manter a garantia.
Também tinha em mente que para ficar com o carro teria que reparar a suspensão, mesmo que a JAC nem falasse nisso na revisão levaria o carro em uma oficina especializada.

Para facilitar criei uma lista com os custos mínimos que seriam necessários para ficar com carro. Dividi os valores em dois grupos, primeiro se os serviços fossem realizados na concessionária da JAC e o segundo grupo usei como base uma conceituada oficina aqui de Porto Alegre.

Espero que essa lista ajude quem lê o blog também. Lembro que, os valores abaixo são aproximados, pois podem variar.

Na concessionária JAC, os valores são divididos em valor da peça e o valor da mão de obra que é cobrada em horas, cada hora de trabalho custa R$ 160,00 reais.
  • 4 pneus:  R$ 2185,52 + R$ 480 (3 horas de mão de obra). Totalizando R$ 2665,5.
  • Discos/pastilhas: R$ 600 + R$ 400 (2,5 horas de mão de obra). Totalizando R$ 1000.

Na oficina especializada o custo de instalação já está embutido no preço da peça.
  • 4 pneus: R$ 1120
  • Pastilhas: R$ 190
  • Discos: R$ 400

Na JAC      X       Oficina especializada
R$ 3665,54                  R$ 1710

No comparativo final existe uma diferença de R$ 1955,42 a menos se o serviço fosse realizado em uma oficina especializada.

Além do valor acima é necessário acrescentar a quantia de R$ 896 da revisão básica dos 60 mil quilômetros da JAC, esse revisão é obrigatória se o cliente quiser manter o seu carro dentro da garantia de fábrica.

Conclusão

O gasto mínimo para manter o carro seria de R$ 2606 se realizasse somente a revisão básica na concessionária, se decidisse realizar toda a manutenção na concessionária o gasto subiria para R$ 4561,54. Sem falar no custo que seria necessário para recuperar a suspensão do carro que eu não tinha ideia do quanto seria.

Cheguei a conclusão que era melhor investir esse valor em um novo carro...

55 K - Os cinco fatores que motivaram a venda do Meu J3

Como havia dito no post anterior decidi vender o Meu J3. O segundo post do blog que fiz a  quase 3 anos (Justificativa para uma compra) falava exatamente sobre o que motivava as pessoas a escolher e comprar determinado carro.

No post de hoje eu vou fazer uma lista com os cinco (5) principais fatores que me motivaram a vender o carro, cada item da lista possui uma postagem com mais detalhes é só clicar em cima de cada um.

1 - Manutenção acumulada

2 - Desvalorização brutal

3 - Pós-venda péssimo

4 - Qualidade chegou ao fim

5 - Falta de peças de reposição 


Espero que esse texto possa ajudar a outras pessoas que procuram o blog em busca de informação sobre os carros da JAC.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

54 K - Cheiro de queimado

Com 54 mil km aproximadamente um forte cheiro de algo queimado começou a invadir o habitáculo do carro.

Parei o carro no acostamento e fui olhar o motor na esperança de identificar a origem, mas como vocês devem imaginar não identifiquei nada.

Prossegui usando o carro normalmente em outros dias, sempre de olho no marcador da temperatura e de tempos em tempos inspecionava o carro na esperança de identificar algo.

Com o tempo o cheiro forte sumiu mas de tempos em tempos dava pra sentir um pouco do cheiro.

O problema

Não sei e nunca saberei, o cheiro parecia ser de plástico queimado mas de vez em quando lembrava um pouco o cheiro de água fervida. Ou talvez já estivesse procurando chifre em cabeça de cavalo...

Podia ser de algum chicote elétrico encostado em alguma peça plástica ou ainda algo que passei por cima na estrada e acabou se fixando em alguma parte quente, essa é a teoria que eu mais quero acreditar. Pois dessa forma isso explicaria por que o cheiro diminuiu consideravelmente, afinal não quero acreditar em outro problema intermitente no Meu J3.

Moral da história

Sabendo que se levasse o carro na oficina da JAC não iriam resolver nada pois não apresentava nenhuma evidência clara do problema, e pior, perderia tempo, dinheiro e ainda me incomodaria, resolvi por em prática o que havia falado quando o carro estava com 51K (Reta final?)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

53 K - Fantasma do EPC

Como falei no post anterior, com 53300 quilômetros os sintomas do EPC voltaram a aparecer.

Como assim sintomas? Eu explico...

Como já disse em outras postagens (O que é EPC no painel do JAC, EPC o retorno, Primeiros quilômetros e algumas descobertas) quando a luz do EPC acende no painel o motor do carro fica como se estivesse fora de ponto, subindo a rotação ao trocar de marchas, dando trancos durante a redução, etc, etc, etc.

A novidade

Dessa vez o motor ficou exatamente com o mesmo comportamento de quando a luz do EPC está acesa, porém, a luz do EPC não acendeu no painel.

E para piorar a situação o comportamento passou a ser intermitente, ou seja, não era sempre que o motor tinha um comportamento fora do padrão.

Com o passar do tempo a frequência começou a ficar maior, temendo algum problema mais sério eu resolvi levar o carro na concessionária e relatar o ocorrido. Como o carro está em garantia, resolvi levar justamente para que a JAC não negasse alguma garantia no futuro, afinal de contas eu não estou me negando de dar a correta manutenção no carro, basta que a oficina da JAC me dê um diagnóstico correto e que resolva o problema.

Mas como já dá para perceber ao longo desses anos que estou com o carro (basta ler as postagens no blog) a oficina da JAC é péssima.

O que o técnico fez para realizar o diagnóstico foi plugar um scanner no conector OBD II e verificar se tinha alguma mensagem de falha gravada na ECU do carro.

Resultado do diagnóstico

O motor do carro estava em perfeitas condições pois não apresentava nenhuma mensagem de falha.

Conclusão

A oficina da JAC não se interessa em resolver o problema dos carros. A meta da oficina da JAC é simples: se livrar do carro e do cliente o quanto antes... Ser mecânico é plugar o scanner e ler mensagens de falha? Óbvio que não!!!

E eu como cliente faço o quê? Ando com o carro totalmente errado até um problema evidente aparecer e me deixar parado pelo meio do caminho? Ou pior, até um acidente acontecer em decorrência de uma falha mecânica que ninguém sabe o que é?

Sai da concessionária me sentindo como se estivesse com um nariz de palhaço e a certeza de que NUNCA resolveriam os problemas do carro, visto que além desse problema convivo com um barulho desde os 26 mil quilômetros que ninguém sabe dizer o que é (Novo instrumento, A "olhada").

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

53 K - Lâmpada do farol de neblina

Com 53300 quilômetros a luz de neblina direita queimou, como o carro já estava com os sintomas do fantasma do EPC resolvi ligar para a "consultora" e combinar uma ida a concessionária.

 Como o foco hoje é a luz de neblina o assunto sobre o EPC vai ficar para o próximo post.

Fui ao departamento de peças da JAC e me informaram que a lâmpada custava míseros 49 reais e 55 centavos, na ingenuidade perguntei se esse era o preço da lâmpada instalada, e a resposta foi negativa.

Para instalar a lâmpada a JAC cobraria mais 30 minutos de mão de obra, ou seja, mais 80 reais. Na soma total o custo seria de 129 reais e 55 centavos para trocar uma lâmpada do farol de neblina.

Obviamente que eu não autorizei a execução do serviço eu tão pouco comprei a lâmpada, pois esse é um valor estratosférico na minha opinião.

Comecei então uma pesquisa na internet para descobrir o preço de uma lâmpada compatível para o Meu J3. No caso, para o farol de milha a lâmpada deve ser do tipo H3, no popular muita gente chama essa lâmpada de H3 com rabicho. Isso por que atrás da lâmpada sai um fio de alimentação um pouquinho mais comprido para conectar no suporte do farolete.

Nas minhas pesquisas na internet foi possível encontrar lâmpadas por 8 reais, isso mesmo 8 reais. Só que uma lâmpada desse tipo é algo bem delicado pra comprar pela internet, fiquei com receio de estragar no transporte e depois ter que correr de atrás para trocar. Como estava com pressa para realizar a troca e temendo uma economia porca, acabei comprando a lâmpada da marca Philips em uma autopeça perto da minha casa, e pasmem, paguei 16 reais.

Mesmo comprando a lâmpada em uma loja física acabei realizando uma economia de quase 34 reais, só na lâmpada. Agora era hora de colocar a mão na massa...

Para trocar a lâmpada é preciso retirar alguns parafusos philips que prendem a proteção de plástico que fica no paralamas acima do pneu, depois basta empurrar um pouco pro lado e você terá acesso ao farolete.

Para facilitar a troca é melhor remover o suporte do farolete completo, ele é preso por um conjunto de três parafusos. São dois parafusos laterais e um que fica na parte de cima, os parafusos laterais são bem fáceis de serem removidos. O grande pepino é o parafuso que fica na parte de cima, ele fica em um lugar de difícil acesso, e a minha chave philips era um pouco grande com isso tive que fazer uma ginástica para retirar o parafuso. Depois foi só trocar a lâmpada e montar tudo de novo.

Acredito que toda essa dificuldade ocorreu por que eu não tinhas as ferramentas certas para isso, mas bem que a engenharia da JAC poderia ter facilitado um pouco mais rsrsrsrs.

Conclusão

Uma simples troca de uma lâmpada do farol de neblina que na concessionária custaria R$ 129,55 saiu por R$ 16, uma economia de R$ 113,55.

Dica

Se você não quiser fazer o serviço em casa, leve o carro em uma loja especializada. Vai sair muito mais barato que na concessionária. Mas lembre-se: utilize produtos de qualidade e não permita o corte de nenhum chicote elétrico pois isso pode invalidar a sua garantia.

Lâmpada queimada e o parafuso chato de sair
Caixa da lâmpada nova, a lâmpada queimada e o parafuso chato de remover...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

52 K - Tapete rasgado

Há um tempo atrás eu postei aqui sobre a compra dos tapetes de borracha para o Meu J3.

Nessa postagem eu comentei que os tapetes não se encaixavam corretamente, passados alguns bons quilômetros (52440 km) percebi que o tapete do banco dianteiro do carona rasgou.

Analisando o local onde aconteceu o estrago ficou claro a origem do problema, o tapete rasgou justamente em um local onde não se encaixava corretamente, ficando o tempo todo como se estivesse enrugado ou amassado.

De forma alguma isso inviabiliza a utilização do produto, mas se o tapete fosse do tamanho adequado certamente não teria apresentado esse problema.

O detalhe que chama a atenção é que esses tapetes foram adquiridos diretamente na concessionária, ou seja, era para a Jac ter no mínimo um pouco mais de cuidado com os produtos "originais" que ela mesmo vende.

A dica é, pesquise o preço dos tapetes de borracha fora da concessionária. Já que mesmo comprando o "original"na concessionária, você não vai ter a garantia de que os tapetes vão ter um correto encaixe. Pelo menos pode ser que que você consiga economizar alguns trocados.

Até a próxima.

sábado, 20 de setembro de 2014

51 K - Reta final?

Com 51 mil quilômetros ou 2 anos e 8 meses parece que a convivência com o Meu J3 chegou na reta final...

Quem acompanha o blog tem visto que a partir dos 40 mil quilômetros abriu-se a janela de manutenção, isso ficou mais evidente quando o carro chegou aos 50 mil quilômetros, algo normal em um veículo com essa quilometragem.

Mas diante desse cenário e da incompetência da Jac Motors em resolver problemas simples, a minha confiança no carro não é mais a mesma. Como falei em outra postagem o carro não é ruim, mas o serviço de manutenção da concessionária é deficiente e não estou afim de ter que me estressar na concessionária a cada revisão ou ainda, a cada pequeno defeito ou serviço que eles não fizeram. Na última revisão eu não me estressei por que resolvi não falar nada para a "consultora", cheguei disposto a pagar a revisão básica e nada mais.

A manutenção chegou com tudo, já foi trocada a bateria e as pastilhas de freio. Atualmente é necessário trocar os pneus e certamente algo relacionado a suspensão do carro já que ela está fazendo todo o tipo de barulho que se pode imaginar. Ainda não fiz nenhum orçamento para saber o quanto vai custar essa manutenção mas em breve vou fazer um orçamento para colocar aqui no blog. Outro item que e em breve deve chegar ao fim da vida útil são os discos de freio.

Diante desse cenário, a minha tendência é realizar a troca por outro carro, fica a questão com relação a ser um carro novo ou usado mas com certeza não será um carro da Jac Motors.

Aqui no blog as atualizações vão continuar frequentes enquanto estiver com o carro, mas devido a possibilidade de troca do carro alguns itens que deveriam ser substituídos vão esperar mais um pouco. Agora é hora de ver até quando o Meu J3 aguenta.

Valeu

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

50 K - Troca das pastilhas de freio

A alguns posts atrás eu falei que troquei as pastilha de freio, mas essa troca não foi realizada na concessionária.

Para trocar as pastilhas de freio do Meu J3 na concessionária teria que gastar 376 reais, 216 reais do kit de pastilhas e 160 de uma hora de mão de obra. Achei esse valor um tanto caro e decidi não autorizar a execução do serviço.

Acabei trocando na DRS de Porto Alegre a um custo de 270 reais, 190 pelo kit de pastilhas da Fras-le e mais 80 de mão de obra.

Falow!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

50 K - Avaliação geral do Meu Jac J3

Vou colocar aqui a minha avaliação sobre o Meu J3 de uma forma geral, na postagem anterior eu coloquei uma avaliação separada por itens.

No momento o Meu J3 está com quase 51 mil km em 2 anos e 8 meses, nesse meio tempo eu já passei por algumas fases com ele, fase de alegria quando o carro funcionava certinho, fase de desconfiança quando acontecia algo que não era esperado, fase de raiva quando não batia arranque, fase de desleixo quando não mandava o carro para lavagem com regularidade, fase de fúria e ódio com a concessionária quando perdi diversas horas por lá, etc, etc, etc.

O carro não é ruim, definitivamente não é, o maior problema é a falta de cuidados que a concessionária tem para com as manutenções. Eu diria que se alguém tirar o carro da garantia e tiver uma boa oficina que dê suporte a manutenção efetiva do carro, vai ter o J3 por anos sem muitos problemas.

Claro que nesse meio tempo o carro mostrou a sua devida cara, quando criei o blog o objetivo era justamente esse, expor como é ter um JAC J3. Não acredito que seja possível confiar em reportagens e vídeos sobre carros onde os  jornalistas avaliadores andam 3 quilômetros em um circuito de teste e fazem um vídeo de 15 minutos com imagens repetidas dando um veredito sobre o carro. Ou pior que isso, levam um "especialista" para um programa de TV e apresentam todas as vantagens do carro como se aquele carro fosse perfeito e que não possui nenhum defeito.

Criei esse blog inspirado no teste de longa duração da Quatro Rodas, por acreditar que dessa forma era uma avaliação que seria mais real.

O Meu J3 caiu um pouco no meu conceito justamente por ter aparecido algumas coisinhas chatas que me fizeram perder algumas horas na concessionária. Mas ainda acredito que o carro tem potencial aqui no Brasil, basta a JAC fazer um serviço decente, se eu tivesse sido atendido com qualidade todas as vezes que precisei de assistência esses problemas seriam facilmente superados.

Outra coisa que pode ser observada aqui no blog é que a partir de 40 mil quilômetros o processo de manutenção se intensificou, culminando com a troca da bateria e a troca das pastilhas de freio. Esses dois itens foram os primeiros itens de desgaste comum que foram substituídos juntamente com as palhetas do limpador que foram substituídas com 35 mil km.

Demais itens como suspensão e filtros também necessitam de substituição mas por hora vão ficar na fila esperando a sua vez, nós próximos posts eu explico o por que.

De novo, espero que esse post seja útil para alguém que esteja interessado em um JAC, principalmente em um J3.

Abraço!

domingo, 14 de setembro de 2014

50 K - Avaliação por itens do Meu Jac J3

Nessa postagem pretendo fazer uma avaliação geral de tudo que aconteceu com o carro, uma espécie de retrospectiva. Ao mesmo tempo, sempre que se faz uma retrospectiva é possível fazer uma análise de tudo que aconteceu e também é possível prever algumas ações futuras tendo como base o histórico de eventos que ocorreram.

Antes de começar uma avaliação é preciso ter em mente que cada carro é submetido a um tipo de esforço diferente, diversos fatores podem atenuar ou intensificar o desgaste. Alguns desses fatores pode ser o clima, a forma de dirigir do motorista, o regime severo de uso dentro da cidade ou estrada, enfim, percorri exatamente 50964 quilômetros (momento que escrevo esse post) com o Meu J3 em 2 anos e 8 meses, uma média aproximada de 1592 quilômetros por mês.

Consumo

Vou começar falando do consumo, não fiz nenhuma planilha para anotar o consumo e confesso que me arrependi, dessa forma teria uma totalização do que foi gasto com gasolina nesse período, lembrando que o Meu J3 não é flex e só roda com gasolina aditivada. Nesse quesito a minha opinião é de que o J3 é um carro econômico, principalmente em trechos rodoviários.

Para quem gosta de saber a média de consumo, nas próximas postagens eu vou colocar os dados exatos por que vou começar anotar, mas no últimos cálculos que fiz os resultados foram:

  • Na estrada: 14,8 km / L (velocidade contante entre 80 e 100 em quinta marcha)
  • Na cidade: 12,2 km / L (velocidade normal de cidade com todos os engarrafamentos, sinaleiras e paradas fazendo o motor trabalhar no regime ideal de rotações)

Considerando que o Jac é 1.4 (na verdade 1332cc) acredito que ele faz uma boa média de consumo, principalmente se comparado com carros 1.0. O uso do ar condicionado não interfere muito no consumo, pelo menos nunca percebi uma diferença considerável.

Conforto

O que falei aqui logo no começo do blog continua a mesma coisa após os 50 mil km, a única coisa que mudei de opinião foi com relação a direção e o fato de não ser progressiva, acabei me acostumando com ela e hoje não acho que fique demasiadamente leve na estrada.

Atualmente já existem alguns carros na mesma faixa de valor que o Jac J3 e que possuem pacotes similares com itens de conforto, mas não podemos esquecer que no final de 2011 um carro com os mesmos itens ou com um pacote similar custava 5 mil reais a mais que o Jac.

As minhas impressões que postei aqui também no começo do blog continuam as mesmas com relação aos itens de conforto, porém, incomoda é o carro não adotar o padrão USB no rádio e sim mini USB, dessa forma ou você usa um cabo adaptador que é fornecido junto com o carro ou compra um adaptador.

De um modo geral o conforto é bom não deixa a desejar.

Qualidade do carro

Começo falando do motor, que apesar de fazer um barulho bem estranho desde os 20 e poucos mil km como relatei aqui e que nunca foi solucionado, não tive nenhum problema mecânico. Olhando o motor do carro por fora não existe nenhum vazamento de óleo aparente, monitorando o nível de óleo, o nível do fluído de freio e o nível do liquido de arrefecimento os mesmos permanecem estáveis não indicando nenhuma anomalia.

A única peça que foi substituída foi as pastilhas de freio com 50 mil km aproximadamente já estavam no osso.

O grande calcanhar de Aquiles do J3 pelo menos nesses 50 mil km na minha opinião foi a parte elétrica e eletrônica.

Na parte elétrica eu posso citar o mau funcionamento no desligar das lâmpadas do farol de neblina dianteira, que inclusive citei aqui e aqui, o mau funcionamento da buzina e ainda a duração da bateria que acabou com 45 mil km rodados e foi trocada.

Na parte eletrônica basta olhar as minhas postagens sobre o EPC e a sua fragilidade, tive que ir algumas vezes na concessionária para que resolvessem os problemas que afetavam o EPC direta ou indiretamente.

Na parte de suspensão como falei aqui, os barulhos evidenciaram que com 42 mil km já era necessário realizar alguma intervenção. Os pneus de trás ainda rodam mais alguns quilômetros mas estão em franco processo de aposentadoria.

O que é possível falar de qualidade? Nessas horas é um pouco complicado, mas de um modo geral a qualidade do carro decaiu um pouco no meu conceito. É verdade que com o tempo todo carro exige que a manutenção seja realizada, mas vejamos, pequenos itens apresentaram problemas bem cedo e apesar da quilometragem do carro, quando a manutenção bateu a porta ela chegou com a família toda de uma só vez.

Qualidade do atendimento

Logo no começo do blog a 2 anos atrás eu escrevi o seguinte:

Nenhuma montadora oferece tanto tempo de garantia, como o J3 é um carro importado e a Jac Motors é uma montadora relativamente nova, a desconfiança em relação a qualidade e atendimento são grandes.

Sobre a qualidade do carro a desconfiança total não se confirmou, mas sobre qualidade do atendimento...

O atendimento foi péssimo e mais especificamente em relação a oficina pior ainda, se o carro fosse ruim de verdade já teria aparecido alguma coisa por que a concessionária faz só o básico necessário para se ver livre do carro o quanto antes.

Bom era isso, espero que essa avaliação seja útil para alguém.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Revisão do JAC J3 50 mil km - Avaliação final

 Atendimento

A revisão em si ocorreu de forma tranquila, dessa vez o meu horário estava marcado corretamente. Acredito que era um dia de pouca movimentação na concessionária, vi poucas pessoas circulando tanto na área técnica de pós vendas como na área de vendas.

Consegui entrar e sair da concessionária com o carro sem perder muito tempo em filas esperando, algo que já tinha acontecido anteriormente em outras revisões.

Oficina

Está difícil elogiar os serviços da oficina, no post anterior eu listei as peças e partes que sequer foram mencionados. A falta de uma previsão de tempo para execução do serviço é algo que me faz falta, e acredito que para outras pessoas também, além de dar a impressão que os processos da oficina são desorganizados.

Será que eles não falaram nada das outras peças por que não tiveram tempo de olhar? Parece que só apontaram o trivial, o que estava mais fácil de ser verificado. Dessa forma eu desconfio da qualidade do serviço prestado.

Acredito que eu se eu tivesse apontado todos os problemas que eu gostaria que olhassem, certamente ocorreria algum stress de algo que não foi feito. Entrei na concessionária dessa vez disposto a falar o menos possível e não me estressar sem necessidade.

Conclusão

O atendimento parece que melhorou um pouco, apesar de que como eu disse anteriormente, ser um dia de pouco movimento.

Os processos internos da oficina na Jac são uma bagunça. Serviços que sobram, peças e defeitos que não foram apontados. Enfim, a impressão que tenho é que está a anos luz de ter um serviço de qualidade e parece que, ao longo desses mais de 2 anos e meio frequentando a concessionária esse é o ritmo de trabalho deles. Cabe aos clientes se adaptar a esse cenário.

Na próxima postagem a minha avaliação geral dos 50 mil quilômetros rodados com o Meu J3.

Abraço.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Revisão do JAC J3 50 mil km - Parte II

Continuando as postagens sobre a revisão dos 50 mil km...

Agendamento

Dessa vez o agendamento no telefone foi rápido e eficiente, pois ao chegar na concessionária o meu nome estava na agenda da oficina, já comentei em outras postagens que isso não tinha acontecido e é uma situação bem chata.

Recebimento e checklist

O horário agendado era as 9 horas e pontualmente eu estava lá. O horário que a "consultora" me recebeu e começou o preenchimento do checklist era exatamente 09:17, ou seja, 17 minutos de atraso. Mas convenhamos que 17 minutos é normal, acontece, não vejo isso como um absurdo e considero que fui atendido dentro de um horário aceitável.

Não foi questionado nada se eu tinha alguma observação sobre o carro, claro que eu poderia ter falado alguma coisa também mas acredito que esse tipo de atitude passa uma impressão de que a concessionária está interessada em resolver os problemas. Eu não falei nada justamente para saber o que a oficina iria detectar no carro, pois eu sei alguns dos detalhes que poderiam ser apontados por eles.


Necessidade de substituição de peças e entrega do carro

A entrega do carro na Jac é daquela forma, o cliente nunca sabe o horário exato, a consultora informa um horário aproximado e depois liga informando que o carro está pronto ou que tem algo a ser feito e solicita autorização para execução do serviço.

No meu caso a ligação da consultora informou a necessidade de troca das pastilhas de freio e necessidade de troca dos pneus, na mesma ligação ela já me informou a hora que o carro estaria liberado.

A troca de pastilhas eu já sabia que era uma necessidade, para realizar a troca das pastilhas na concessionária eu teria que pegar 216 reais pelo kit de pastilhas e mais uma hora de trabalho que é 160 reais, totalizando 360 de reais. Achei esse valor um tanto salgado e decidi não autorizar a troca das pastilhas.

Sobre os pneus eu nem cheguei a perguntar o preço, falo nas próximas postagens por que não pretendo trocar os pneus agora. O que me deixou um pouco surpreso foi o apontamento da oficina de que era necessário trocar os pneus, evidente que os pneus estão desgastados principalmente os traseiros mas não a ponto de troca.

Não sugeriram sequer um rodízio dos pneus durante 50 mil quilômetros e vão de cara apontar a necessidade de troca, era óbvio que os pneus se desgastariam mais rápido por que só fiz um rodízio nos 30 mil quilômetros quando optei pela revisão TOP, e foi só por que eu solicitei, ninguém deu uma sugestão, pelo contrário, me disseram que só faziam rodízio quando o pneu estivesse desgastado. Já falei sobre isso nessa postagem dos 30 mil quilômetros.

Alguns itens que eu sei que precisam ser revisados e/ou substituídos e que a oficina não apontou nada sobre isso:

  • Filtros de cabine que precisam ser substituídos;
  • Suspensão fazendo diversos barulhos, tanto na parte da frente como na parte de trás do carro;
  • Troca do suporte do escapamento que fica no assoalho do carro e que está arrebentado.

Cheguei na concessionária, peguei a ordem de serviço com a "consultora" e fui para o caixa realizar o pagamento. Já estava preparado para ficar esperando um tempão como já tinha dito aqui, mas dessa vez o pagamento foi rápido. Não sei se essa eficiência toda é por que não tinha ninguém na minha frente e o caixa estava livre, mas o que importa é que o Meu J3 já estava liberado e me esperando para ir embora.

No próximo post a avaliação da revisão de 50 mil quilômetros, até lá.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Revisão do JAC J3 50 mil km - Parte I

Hoje dedico a postagem para falar da revisão de 50 mil quilômetros do Meu J3.

O agendamento do serviço dessa vez foi extremamente eficiente, liguei para a concessionária e em menos de 5 minutos estava com o meu agendamento concluído. Ao contrário do que falei nos posts iniciais aqui no blog, não foi preciso ficar "pulando" entre vários ramais e dessa vez o meu nome estava na agenda da oficina.

O carro que chega a exatos 50811 quilômetros rodados ou 2 anos e 8 meses de uso, para na concessionária precisando de uma revisão mais detalhada do que a tradicional.

Como pode ser conferido em postagens anteriores aqui no blog é necessário que diversos componentes sejam revisados como a suspensão, freios, buzina, etc. O item mais importante nessa lista na minha opinião é o freio, mas decidi não falar nada para a "consultora" e esperar para ver o que a concessionária encontra no carro.

Depois de todas as minha reclamações e constatações do estado que o carro se encontra, optei por não utilizar a revisão TOP e sim pela revisão básica (mais informações sobre os tipos de revisão aqui).

Mas tem uma novidade, agora o cliente pode optar entre lavar o carro ou não, se o cliente optar por receber o seu carro lavado após a revisão deve acrescer a conta final o valor de 36 reais. Diversas outras concessionárias oferecem a lavagem como brinde, mas na Jac agora é um opcional pago.

Usando da minha experiência nos tempos que a concessionária da Jac dava a lavagem de brinde e o carro continuava sujo (mais informações aqui, aqui e aqui) obviamente não optei pela lavagem, outro ponto negativo que desencoraja alguém a optar por esse serviço é o valor, 36 reais por uma lavagem comum é um custo extremamente alto, estou comparando com as lavagens próximas por saber que esse valor pode variar dependendo da região.

Sendo assim agora é esperar a entrega do carro e ver o que a concessionária vai dizer.

PS: Neste momento as postagens voltam a ficar sincronizadas, não sendo um resgate como os posts anteriores.

Até a próxima.

sábado, 6 de setembro de 2014

49 K - Bug nas luzes de neblina dianteira

Depois do primeiro problema das luzes de neblina dianteira, as luzes agora resolveram dar outro tipo de problema, com aproximadamente 49 mil quilômetros rodados ou 2 anos e 5 meses de uso.

Depois do primeiro problema que elas apresentaram eu peguei o hábito de desligar as luzes manualmente na alavanca que fica na coluna da direção.

Mas e não é que mesmo assim elas insistem em continuar ligadas.

Os faroletes como são conhecidas essas luzes são acionados em um botão separado no painel do Meu J3. Mas não basta acionar esse botão no painel, as luzes só ficam acessas quando a alavanca de acionamento das luzes de posicionamento é ativada.

Na prática as luzes de posicionamento do Meu J3 são aquelas lâmpadas pequenas que ficam ao lado do farol e as sinaleiras traseiras. Quando o botão das luzes de neblina dianteira - ou faroletes, como queiram - está ativado as luzes são ligadas automaticamente.

Ando sempre com os faroletes ligados por que considero que fica um visual mais bonito e também por que de fato auxiliam no aumento da visibilidade durante a noite.

Ocorre que a alavanca que fica na direção possui dois estágios, o primeiro liga as luzes de posicionamento e o segundo liga o farol baixo.

Portanto, quando desligamos o farol baixo e as luzes de posicionamento, colocando a alavanca no estágio zero era para desligar todas as luzes do carro. A palavra que usei foi "era", por que nem sempre desliga.

Solução

A solução que encontrei foi na base da tentativa e erro, uma vez que, ou tirava a bateria ou tirava o fusível. "Basta" religar os faróis e deligar novamente, algo partindo do princípio do Windows mas ao contrário, no caso ligado e desligando novamente.

Será que mais alguém também teve esse problema ou eu fui o único premiado?

Valeu!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

48 K - Buzina intermitente?!? WTF!

Com aproximadamente 48500 quilômetros rodados ou 2 anos e seis meses de uso, a buzina do Meu J3 parou de funcionar.

Quando fui buzinar para alertar um cachorro que tentava atravessar a rua a buzina simplesmente não funcionou, sorte que consegui desviar a tempo. Depois realizei diversas tentativas para ver se a buzina voltava a funcionar e nada. 

Algumas horas depois testei novamente e a buzina funcionou normalmente, parecia um louco buzinando pro nada.

Agora a buzina funciona quando quer...

Até o próximo causo. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Assistência 24 horas Jac Motors

A alguns posts atrás eu relatei sobre a bateria que estava fraca e com isso eu não conseguia sair de casa com o carro.

Esqueci de falar que antes de acionar o guincho da seguradora decidi ligar para a assistência 24 horas da Jac.

A ligação para o 0800 deles foi atendida rapidamente, após fornecer os dados solicitados pela atendente fiquei sabendo que eles não poderiam me atender dentro da assistência 24 horas gratuita.

O motivo?

Muito simples, a assistência 24 horas só é gratuita nos 2 primeiros anos do carro e esse não era o meu caso. Indignado com a situação (a explicação para isso está aqui) perguntei aonde estava escrito isso, por que no site da Jac não consta essa informação.

E a reposta foi de bate pronto, no manual do proprietário.

E não é que essa informação realmente consta no manual do proprietário. Logo eu que li todo o manual, esqueci dessa importante parte.

Vale mencionar também que, mesmo fora da garantia eu poderia solicitar o guincho desde que pagasse com o custos, claro. Como eu já pago o seguro, optei por utilizar o serviço da seguradora.

Dica

Tenha sempre um bom seguro para o seu carro :D

Era isso.

domingo, 31 de agosto de 2014

Reclamação

Após a confusão da bateria resolvi escrever mais um e-mail para a Jac e reclamar, dessa vez recebi uma resposta informando que estariam analisando a reclamação. A principal reclamação foi o fato de ter levado o carro na concessionária e ter esperado uma manhã inteira sem resolver o problema e ainda ter ficado empenhado diversas vezes depois até descobrir o real problema.

Mais tarde o responsável da concessionária me ligou dizendo que tinha analisado as informações que estavam cadastradas no sistema.

A primeira coisa que ele argumentou foi a de que realmente era necessária uma atualização no módulo de injeção e que isso não estava relacionado com a bateria. Como resposta eu repeti o que o técnico tinha me falado durante a troca da bateria, que provavelmente a luz de injeção estava ligada porque insisti em dar a partida com a bateria fraca.

Continuando o diálogo eu perguntei então quem estava falando a verdade, o técnico ou ele, afinal de contas eu tinha dois diagnósticos diferentes para o mesmo problema. A resposta do responsável foi a mais vazia possível, de que software era software e era preciso atualizar, e que "nós" os mais novos sabíamos que tinha que atualizar.

Quando perguntei sobre a luz do óleo que ligou no painel e qual foi a causa ele não soube responder...

Sabendo que a conversa não ia resolver nada e que só ia perder o meu tempo ao telefone, encerrei a conversa com a certeza de que o responsável não ia reconhecer um possível erro.

Agora imaginem o cenário hipotético: o módulo de injeção descobre que está com o software desatualizado e depois disso ele impede o carro de dar a partida, mas então o módulo descobre que o motorista insiste e permite a partida do motor mas não sem antes ligar a luz de injeção e a luz do óleo.

Alguém consegue imaginar o cenário descrito acima? Pois é, foi exatamente esse cenário que tentaram me fazer acreditar ser possível de existir. Puxa vida que carro inteligente... #SQN

Pelo menos, como ponto positivo se é que podemos chamar isso de positivo, depois da troca da bateria o carro voltou a bater arranque normalmente e não fiquei mais empenhado com o carro.

Depois de uma rápida pesquisa na internet é fácil encontrar pessoas reclamando da bateria da Jac, a vida útil de uma bateria pode variar devido a diversos fatores. Mas fica claro que as baterias originais não são tão eficientes.

Para finalizar, a bateria é item de desgaste comum, não sendo coberta pela garantia total.

Até a próxima.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

45 K - Troca da bateria

Depois de constatado de fato que o problema era a bateria que não segurava a carga, e por isso eu fui de guincho para a concessionária. Chegava a hora de trocar a bateria, a "consultora" que me atendeu olhou no sistema da Jac o preço da bateria.

Para colocar uma nova bateria o preço seria de míseros 470 reais, o que obviamente na minha opinião era um pouco salgado, ainda mais levando em conta que era para colocar outra bateria igual a que estava no carro.

Exatamente na frente da Jac tinha uma loja de baterias, então a "consultora" e o técnico sugeriram de comprar uma lá que a concessionária instalava. Perguntei se eles podiam dar uma carga na bateria para que eu pudesse sair da concessionária pelo menos com o carro andando e a resposta foi de que eles teriam que ver com os superiores se poderiam fazer isso e mais, ao trocar a bateria eu teria que reprogramar a central do carro pois eles não mantém o carro energizado. O simples procedimento de reprogramação da central custava 180 reais.

Vamos ao fatos:

  1. Eles não dariam uma carga na bateria pois já que eu estava na concessionária era a chance deles faturarem um pouco mais, se eu não quisesse fazer o serviço teria que chamar o guincho de novo já que o carro não estava nem ligando, o azar deles foi ter uma loja de baterias justamente na frente da concessionária. 

  2. A troca da bateria desligando totalmente a energia foi intencional, já que dessa forma o cliente é obrigado a reprogramar a central pois a mesma é resetada automaticamente quando não possui alimentação. Será que se eu simplesmente aceitasse a troca da bateria e não acompanhasse o serviço eles deixariam o carro ficar sem energia? Sinceramente eu acho que não, afinal pra que vão perder tempo reprogramando se não precisa.
Atravessei a rua e comprei uma bateria bagaceira de 180 reais e me sujeitei a pagar mais 180 reais para reprogramar o carro, já que eu não tinha escolha. Custo total de 360 reais para trocar a bateria.

Carro reprogramado, eu estava liberado depois de umas duas horas envolvido com isso na concessionária.

Conclusão

Fiquei empenhando três vezes após um suposto conserto da concessionária, até ter um problema evidente e ir de guincho para a concessionária achar o problema e resolver de forma definitiva. E eu relutando contra todos que falaram da bateria, afinal a concessionária já tinha visto o problema e eu acreditava que eles não iam errar tão feio, pois é, mas erraram.

Dica

Nunca troque a bateria na concessionária da Jac. A minha dica é trocar em uma oficina de confiança ou em uma loja especializada, lá eles mantém o carro energizado e você só paga a bateria nova e ainda tem uma vantagem, é muito mais rápido que a concessionária.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

45 K - Guincho

Após a parada definitiva de funcionamento do carro, só tinha uma saída, acionar a seguradora e chamar o guincho. Apesar de todos os problemas pelo menos deu para tirar algo positivo, a seguradora funciona muito bem, no caso a Porto Seguros. Agendei o guincho para as 08:00 da manhã seguinte e no dia e horário combinado o guincho estava lá para levar o Meu J3 de novo para a concessionária, onde eu estava disposto a resolver o problema de uma vez por todas.

Ao chegar no carro o responsável pelo guincho perguntou se não era bateria, respondi que achava improvável isso afinal de contas, segundo a concessionária o problema era o módulo de injeção. Com um equipamento de recarga ligado a bateria por alguns minutos não é que o carro funcionou.

Me senti um palhaço, ficou claro a partir daquele momento que a atualização do módulo de injeção não resolveu nada pois o defeito continuava da mesma forma

Mesmo com o carro funcionando decidi que iria de guincho para a concessionária, porque não tinha como prever se o defeito ocorreria de novo entre a minha casa e a concessionária. Chegando na concessionária a "consultora" recebeu o carro e chamou um técnico, informei a ela que acompanharia todo o trabalho para saber o que ele faria. Quando ele foi ligar o carro aconteceu a mesma coisa, não funcionou! Mesmo dando carga na bateria quando o guincho chegou a bateria tinha descarregado.

Foi testada a bateria com um equipamento e na hora visualizamos que a bateria realmente estava fraca. Questionei sobre o alternador, testamos o alternador e indicava que estava funcionando corretamente.

Então a partir desse momento troquei o seguinte diálogo com o técnico:

Eu: Mas e a luz de injeção que estava ligada? Disseram que fizeram uma atualização do módulo de injeção por isso o carro não estava funcionando, não falaram nada da bateria.
Técnico: Quando o carro não ligou tu insistiu em dar a partida?

Eu: Sim
Técnico: Então foi por isso que acendeu a luz de injeção, como carro não estava funcionando tu seguiu insistindo e ocorreu alguma anomalia e por isso a injeção ligou a luz no painel.

Eu: E a atualização que foi feita?
Técnico: Ah isso eu não sei dizer, por que não foi eu que fiz...

Mais uma vez tive a certeza que a atualização do módulo de injeção ou não foi feita ou se foi feita, foi em uma tentativa de erro e acerto para retirar ao código de falha da ECU do carro e apagar a luz de injeção do painel do carro.

Conclusão

Com aproximadamente 46 mil quilômetros ou quase 2 anos e meio teria que trocar a bateria do carro. Mas na Jac como sempre esse processo não seria fácil, sempre existe um porém, a troca da bateria eu vou detalhar em um post separado na sequência.

Até a próxima!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

45 K - De novo não bate arranque

Passado uns três dias do conserto do "módulo de injeção" o carro apresentou o mesmo defeito.

Dessa vez era de noite, estava chovendo e justo no local onde o carro estava havia faltado luz. Um local extremamente apropriado para dar um defeito no carro, só que não, porque dá para imaginar a insatisfação de ficar parado sob chuva no escuro. De novo após alguma insistência o carro funcionou e consegui ir embora.

E fazer o quê? Levar o carro de novo para a concessionária e ficar sem o carro por quanto tempo? Aliás parece que investigar e resolver o problema não é o forte da oficina da Jac, sem falar que não poderia perder diversas horas de novo devido ao trabalho.

Resolvi que usaria o carro de novo até apresentar um defeito convincente, pelo menos para apresentar algo para a concessionária.

Conversando com amigos e pesquisando sobre o problema uma das hipóteses que apareceu foi a bateria do carro estar fraca ou algo relacionado com o alternador. Mas essa hipótese era remota afinal de contas o que havia sido consertado na última visita a concessionária era o módulo de injeção.

Mais cinco dias depois do problema ter aparecido naquela noite, aconteceu a mesma coisa, de novo insistindo na tentativa de ligar o carro funcionou.

Nesse intervalo entre um problema e outro o carro funcionava normalmente.

Ficava claro para mim que a qualquer momento eu poderia ter a grata surpresa do carro não funcionar de forma definitiva, e foi o que aconteceu. 

Duas semana depois do conserto o carro parou de funcionar de forma definitiva, justo quando mais precisava, ia levar um familiar em uma consulta médica que estava agendada com bastante antecedência, pois a agenda do médico era bastante concorrida. Para não perder a consulta tivemos que chamar um taxi e deixar o carro na garagem.

Na próxima postagem a gota d'água...

sábado, 23 de agosto de 2014

45 K - Carro não bate arranque

Mais um post que resgato para atualizar o blog, dessa vez o evento ocorreu por volta de 45 mil quilômetros rodados.

Após percorrer alguns quilômetros e estacionar o carro por alguns minutos, simplesmente o carro não batia arranque. Depois de várias tentativas e com alguma insistência tentando ligar, o carro funcionou, mas a luz do óleo acendeu no painel do carro junto com a luz de injeção eletrônica. Decidi abortar o trajeto que faria com o Meu J3 e levei o carro de volta para a garagem.

No dia seguinte o carro bateu arranque normalmente, a luz do óleo estava desligada mas a luz da injeção permanecia ligada. Fui direto para a concessionária mais uma vez, chegando lá expliquei para a consultora o que havia acontecido com o carro. Como era cedo da manhã e não tinha chegado todos os carros da agenda da oficina ela me informou que eles fariam o ajuste no carro e em seguida estaria liberado.

Então resolvi esperar pelo carro na concessionária, o que se mostrou ter sido uma péssima escolha... A hora que cheguei na concessionária era mais ou menos 08:40 da manhã e o carro só foi liberado para mim as 11:59. Todos os clientes que levaram o carro na oficina (com hora marcada ou não) foram atendidos antes de mim e foram embora com o seu carro. Entendo que eu não tinha hora marcada, mas as 10:00 eu perguntei para a "consultora" se ia demorar e ela me informou que não, que já estavam descendo o carro da oficina.

Passei a manhã na concessionária da Jac Motors assistindo o programa da Ana Maria Braga, como se eu não tivesse nenhuma outra coisa para fazer. Custava ela me dizer que ia demorar??? Poderia ter ido para o meu trabalho e dar sequência a todos os compromissos e a tarde retornaria na concessionária para buscar o carro.

Depois de todas essas horas o carro foi entregue para a "consultora" por um apressado funcionário que saia para o seu almoço. Ao pegar o carro perguntei o que foi feito e o que era o problema, a "consultora" me informou que era um problema no módulo de injeção eletrônica e que foi feita uma atualização de software do módulo de injeção.

Confesso que achei a explicação um tanto quanto vazia, mas decidi não contestar até porque não tinha subsídios técnicos para isso.

Depois desse evento fiquei extremamente preocupado com o Meu J3, afinal de contas poderia ter ficado empenhado com o carro a qualquer momento. Utilizo bastante o carro para viajar com a família e fiquei imaginando a possibilidade disso acontecer em algum lugar bem longe de casa... Mas fazer o quê??

O negócio era esperar que o problema não ocorresse de novo.

Até o próximo post!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

42 K - A suspensão foi pro espaço

Desde os 37 mil quilômetros percebi que ao passar por um quebra-molas era possível ouvir de leve um barulho estranho nos amortecedores dianteiro bem na hora que os amortecedores eram comprimidos.

Porém depois dos 40 mil esse barulho só se intensificou e com 42 mil a suspensão das quatro rodas já está aquém do seu funcionamento normal.

Ao passar por ruas que possuem um asfalto ondulado ou por buracos normais é possível ouvir diversos barulhos secos vinda da suspensão, a impressão que tenho é que o funcionamento dos amortecedores está comprometido. Mas isso é só uma impressão, vou aguardar a revisão dos 50 mil km para ver se a concessionária irá olhar e dizer alguma coisa.

O amortecedor e outras peças da suspensão não fazem parte da garantia total, afinal são peças de desgaste comum tendo garantia de apenas 3 meses.

Até o próximo post.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

41 K - Pedal de embreagem

Continuando a sequência de postagens para deixar o blog atualizado hoje tem mais um evento.

Aos 41 mil quilômetros caiu a borracha que cobre o pedal da embreagem. Essa borracha já tinha caído algumas vezes logo que peguei o carro, mas depois da primeira revisão nunca mais tinha acontecido.

Esse era um problema bem comum dos primeiros carros da Jac dando a impressão de má qualidade do material, não sei como está os carros vendidos atualmente, mas pelo menos o meu não caiu mais.

Abs.

domingo, 17 de agosto de 2014

Revisão do JAC J3 40 mil km - Avaliação final

Finalizando a revisão dos 40 mil coloco nesse post a minha avaliação final desses 40 mil km rodados com o Meu J3.

O carro

Assim como já tinha falado na revisão nos 30 mil o carro não me parece ser ruim. Mas apresentou alguns defeitos nesses últimos 10 mil quilômetros que me fizeram ficar mais esperto e aumentar o monitoramento do carro.

Uma coisa foi o freio infinito que não foi algo grave mas que com certeza me deixaria empenhado se precisasse do carro para algum compromisso.

Outra coisa foi o problema das luzes de neblina dianteira, considero esse problema mais grave porque fiquei no meio da rua de noite tendo que esperar pelo seguro. Além do que, fiquei com uma pulga atrás da orelha, afinal o que mais que pode apresentar um problema elétrico?

Com relação ao motor e o barulho intermitente que relatei em outros posts, continuo presenciando a mesma coisa, já reportei isso na revisão e dizem que é normal.

A concessionária

Bom essa é a parte mais fácil de falar. O atendimento é péssimo sempre demora na concessionária mesmo quando temos hora marcada, sem falar que diversas outras pessoas são barradas e não podem acompanhar o serviço na oficina.

O e-mail de reclamação antes retornava alguma coisa, agora nem isso faz. Encaminham o e-mail para a concessionária e o responsável te liga tentando passar uma conversa, quando é questionado simplesmente não sabe responder e responde outra coisa.

Conclusão 

Ao comprar um carro devemos levar em conta não só o valor do carro e os opcionais, mas também a garantia e a qualidade de atendimento do pós venda. Os serviços de pós venda serão utilizados no mínimo durante a garantia do veículo, em um veículo com seis anos de garantia você terá que ir diversas vezes na concessionária.

O grande problema na minha opinião é ficar preso ao atendimento da concessionária por esse período, obviamente que irei pagar as revisões (mesmo com os aumentos elevados) mas isso faz parte do jogo, quando comprei o carro sabia que isso podia acontecer. O detalhe fica por conta da qualidade de atendimento, algo que é imensurável pois não temos como contabilizar isso.

Para ter uma relação custo / benefício do carro acredito que é necessário colocar na balança o carro e o serviço de pós venda que já utilizei. No meu caso, o péssimo atendimento somado a alguns pequenos problemas que o carro apresentou deixam essa relação estabilizada, mas daqui em diante qualquer outro fator pode desequilibrar a balança a favor do custo, infelizmente.

Preciso deixar claro que quando falo de custo não falo só de dinheiro $$$, falo também do tempo perdido na concessionária, dos pequenos contratempos que me obrigaram a desviar a minha rota e atrasar meus compromissos pessoais tendo que levar o carro para ser reparado ou acionando o seguro para uma simples recarga de bateria.

Por fim mas não menos importante, é preciso esclarecer que o significado de qualidade é algo bem subjetivo. Conversando com outros clientes da Jac é possível encontrar pessoas que reclamam da qualidade do atendimento ou da qualidade do carro mas também é possível encontrar pessoas que se dizem satisfeitas com tudo. Isso pode variar muito da experiência da pessoa ou do nível de exigência de cada um.

Posso ser considerado chato ou exigente demais, mas tenho experiência e por isso consigo ter parâmetros para comparar. Já que comprei o carro e sou obrigado a seguir as regras prefiro ser exigente, uma vez que estou pagando por todos os serviços e não pedindo um favor.

Era isso, essa avaliação ficou um pouco mais extensa mas acho que se faz necessário, exatamente para cumprir com o objetivo do blog que é de ser um diário de bordo sobre o carro e tudo que o cerca.

Abraço!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Revisão do JAC J3 40 mil km - Parte I

Continuando a série de postagens afim de colocar o blog em dia depois de um longo tempo de inatividade, a postagem de hoje é sobre a revisão dos 40 mil quilômetros do Meu J3.

Após a frustração da revisão Top dos 30 mil (mais informações aquiaqui ), decidi que a revisão de 40 mil km seria a revisão a básica (mais informações sobre os dois tipos de revisões aqui).

Como o barulho no motor do carro passou a ser considerado "normal" (até me acostumei com o barulho) não tinha muita coisa a reclamar a não ser relembrar mais uma vez sobre o motor de regulagem do farol que estava desligado.

Na chegada da oficina a demora para conseguir largar o carro foi a mesma das outras revisões, após o  preenchimento da ficha de recebimento e revisão do carro expliquei sobre a regulagem do farol e fui embora.

No meio da tarde a "consultora" me ligou informando que era necessário trocar os filtros de cabine, obviamente que não autorizei isso pois seria mais um aumento de gasto com a revisão.

No final da tarde passei na concessionária para retirar o carro e a demora para pagar também se repetiu. Ao pegar o carro a "consultora" garantiu que estava arrumado o motor de regulagem do farol, fui direto olhar o motor de regulagem do farol e adivinhem o que aconteceu?

- Sim a resposta é essa mesma, continuava não funcionando!

Na próxima postagem a avaliação final da revisão.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Tapetes de borracha

Quando comprei o Meu J3 o único tipo de tapete que tinha disponível eram os tapetes de carpete.

Nunca tinha usado esse tipo de tapete, mas encontrei alguns problemas:

  • Sujam com mais facilidade;
  • São difíceis de limpar;
  • Embolam com facilidade, pois o tapete é preso com velcro a forração do chão do carro e com tempo o velcro perde o seu efeito.

Em dia de chuva ao entrar com os pés molhados ou com o guarda-chuva pingando água o tapete obviamente fica molhado, então com o tempo eles ficam com aquele agradável cheiro de cachorro molhado.

A solução é comprar os tapetes de borracha! Depois de alguns meses os primeiros acessórios da Jac chegaram e eu comprei na própria Jac, por que na época que pesquisei o preço da concessionária estava bem em conta se comparado com os tapetes "paralelos" vendidos por ai.

Mas como sempre na Jac existe um "porém", dessa vez não seria diferente. Os tapetes não se encaixam perfeitamente, na real os tapetes são da mesma qualidade que os paralelos e nem a marca da Jac possuem. Dependendo da forma com o que o tapete do motorista fica arrumado a ponta do pedal da embreagem enrosca nele.

Conclusão

No contexto geral vale a pena comprar os tapetes de borracha, mesmo não sendo 100% com relação a recortes e encaixes cumprem a sua função.

Quem quiser comprar um Jac exija os tapetes de borracha, eles são mais duráveis e mais práticos.

Até mais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A revisão é TOP mesmo? Dica não faça...

Na revisão de 30 mil quilômetros eu acabei optando pela revisão TOP oferecida na concessionária.

Em outros carros que tive sempre procurei realizar a manutenção preventiva justamente para evitar a manutenção corretiva, mas com o carro já chegando a 30 mil quilômetros achei que a revisão TOP já estava na hora, justamente porque até o presente o momento nenhuma manutenção tinha sido realizada no carro e o mesmo começava a apresentar alguns defeitos como barulho no motor e eu tinha acrescentado alguns apontamentos extras como a regulagem do farol que não estava funcionando.

Após retirar o carro na concessionária percebi que o mesmo continuava praticamente da mesma forma que antes da revisão.

O barulho intermitente do motor  foi respondido pela concessionária que era normal, bom agora o barulho continuava intermitente da mesma forma mas cada vez mais alto ou mais duradouro.

E a regulagem do farol que estava desligada continuou desligada, mas na concessionária disseram que estava consertada.

Repensei bastante pois já estava de saco cheio de ter que retornar a concessionária, pois na prática uma visita na concessionária geralmente gera outra visita, simplesmente porque o carro é liberado com alguma pendência. Basta ler as demais postagens aqui no blog do Meu J3 para perceber isso, então resolvi novamente escrever mais um e-mail (presidente@jacmotorsbrasil.com.br) para reclamar.

Das outras vezes que enviei o e-mail obtive uma resposta meio automática e agora dessa vez nem isso recebi. Mas o responsável da concessionária entrou em contato comigo para falar sobre a referida reclamação.

Um dos meus questionamentos que era a regulagem de farol - que faz parte da revisão Top -  o responsável me disse que eles fazem a regulagem de forma manual sem olhar o motor de regulagem. Quando questionei porque não olharam mesmo estando anotado na ficha de recebimento do carro ele não soube me dizer.

E sobre o barulho do motor disse que estava tudo em ordem, mas se quisesse poderia levar o carro de novo para eles olharem novamente. Mas se estava tudo em ordem por que eu levaria o carro de novo?

Conclusão

Só me enrolou e quando foi questionado por que as solicitações que eu fiz não foram feitas ele não  soube responder. Acho que vou ter que esperar o carro estragar ou ficar empenhado para que descubram o que está acontecendo com o motor do carro, já que a Jac não quer olhar ou tem preguiça ou eles não sabem resolver mesmo.

Dica

Não faça a revisão Top. Faça o mínimo para manter a garantia do carro, os demais serviços que você puder faça fora da concessionária.

sábado, 9 de agosto de 2014

33 K - Freio infinito - Final

Dando sequência a postagem anterior eu comento nesta postagem como foi a retirada do fusível bem como a solução final da concessionária. 

A retirada da tampa de fusíveis foi fácil assim como foi fácil ler o esquema elétrico dos fusíveis na parte de trás da tampa, abaixo tem duas fotos mostrando o local da caixa de fusíveis bem como o esquema elétrico dos fusíveis do Jac J3.












 

Na imagem acima eu destaquei dois pontos, o ponto mais acima mostra a localização da pinça de fusíveis e o ponto mais abaixo a localização do fusível de freio. Na imagem abaixo tem o destaque para o fusível que deve ser retirado.





 Mas e porque precisamos de uma pinça? - Porque o espaço para retirar o fusível com os dedos é mínimo e ele fica bem preso quase colado no quadro de fusível, para isso devemos usar a pinça de fusíveis que como podemos ver no esquema está acima dos fusíveis.

Ai é que começa de fato o problema, nem na foto eu consegui fotografar a pinça, você tem que enfiar os dedos dentro da caixa de fusíveis que tem um espaço mínimo e fazer mágica para conseguir retirar a peça. Fiquei uns 10 minutos tentando retirar a peça, ainda bem que não era nenhuma "urgência", e para colocar de volta no lugar foram mais uns 10 minutos.

Após a retirada do devido fusível as luzes se apagaram e dessa forma eu não ficaria sem bateria, e na manhã seguinte lá estava eu na concessionária (mais uma vez). Expliquei o problema para a consultora e ela chamou um técnico, ele olhou e fez como a luz do EPC,  matou a charada de cara.

Era praticamente o mesmo defeito da embreagem que fazia a luz do EPC acender, no caso do freio o interruptor da luz de freio é acionado quando o freio é pressionado. Dessa forma ao pressionar o freio fecha o contato e as luzes de freio são acionadas, como ressecou o suporte que liga o pedal de freio ao interruptor, ele não era desligado.

Esperei uns 15 minutos o técnico arrumar, enquanto esperava visualizei outros dois J3 com o mesmo problema, parece que isso é um problema comum.

Conserto realizado em garantia, 15 minutos depois eu já estava liberado.

Espero que esse post seja útil para alguém.

Até a próxima.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

36 K - Freio infinito - Parte I

Por volta dos 36 mil quilômetros aconteceu algo meio bizarro com o Meu J3... Chamei esse evento de freio infinito.

No final da tarde após um rápido deslocamento com o J3 a minha esposa me ligou avisando que o carro estava com as luzes de freio ligadas inclusive o brake light (a luz que fica na parte superior do para brisa traseiro e acende junto quando as luzes de freio são acionadas), mesmo com o carro desligado as luzes permaneciam acesas. Perguntei se o freio estava funcionando normalmente e a resposta foi positiva.

Com o carro devidamente estacionado na garagem de casa comecei a pensar que tipo de atitude poderia tomar para evitar algo mais grave, afinal as lanternas traseiras estavam bem quentes pois fazia algum tempo que estavam ligadas ininterruptamente.

A primeira atitude que tive foi a de ligar o carro para ver se ainda tinha bateria, após o ocorrido com as luzes de neblina sabia que se deixasse as luzes ligadas por muito tempo não poderia ligar o carro de novo. Queria evitar de ter que chamar o seguro de novo, mas de qualquer forma precisaria levar o carro até a concessionária.

O carro estava ligando portanto ainda tinha bateria. Então a ação básica seria cortar o fornecimento de energia do carro para que as luzes não gastassem a bateria e poder levar o carro para concessionária no dia seguinte sem alguma ajuda externa. Tinha duas opções: remover os cabos da bateria ou procurar e desligar os fusíveis das luzes de freio.

Optei pela segunda opção por alguns motivos:
  • Evitar de perder tempo na manhã seguinte tendo que religar os cabos,
  • Perder a memória do rádio e da ECU (alguns componentes eletrônicos precisam da energia da bateria para manter as configurações e programação por exemplo), etc.

Outro motivo que me fez escolher os fusíveis foi justamente porque atualmente é bem raro alguma pessoa comum ter de utilizar os fusíveis para um procedimento de "urgência", resolvi testar como seria esse procedimento olhando apenas as instruções impressas na parte de trás da tampa de fusíveis.

Decidi colocar esse texto sobre o "freio infinito" em duas partes porque a retirada do fusível "merece" uma postagem a parte.

Na sequência a parte II, valeu.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

35 K - Troca das palhetas do limpador

As palhetas do limpador de para-brisa começaram a dar sinais desde os 28 mil quilômetros de que não durariam muito mais, começaram apresentando alguns riscos no para-brisa quando eram acionadas para retirar a água.

Com 35 mil estão em péssimo estado, dei uma passada na concessionária para saber o preço das palhetas originais porque quando novas funcionavam muito bem.

Mas o susto foi grande, 110 reais cada uma. Isso mesmo, cada palheta custa 110 reais, então para trocar as duas palhetas dianteiras o custo é de míseros 220 reais.

Desisti de comprar na concessionária e acabei comprando em uma loja de autopeças por 55 reais o par.

Conclusão

As palhetas originais são muito boas, mas na minha opinião duraram muito pouco. Óbvio que o tempo de duração pode variar devido a alguns fatores como por exemplo o uso constante dos limpadores ou se o carro permanece muito tempo no sol. Mas nenhum desses fatores foi o meu caso, então acredito que deveriam durar mais.

O preço na concessionária foi um susto que eu não esperava. Vamos supor que eles cobrassem 110 reais, já seria o dobro mas ainda estaria relativamente aceitável, mas cobrar 4 vezes acima do valor de mercado chega a ser bizarro pra não dizer outra coisa.

Dica

As palhetas podem ser compradas em qualquer loja de autopeças basta saber o tamanho de cada palheta, no caso do J3 uma tem 22 polegadas e a outra 16. Não precisa ser nenhum modelo específico para o J3 qualquer kit que possua o tamanho especificado pode ser utilizado, no meu caso comprei o kit normal da marca Dyna.
Update: O tamanho da palheta traseira é de 14 polegadas.

Era isso!

domingo, 3 de agosto de 2014

33 K - Cuidado com as luzes de neblina dianteira

Dando sequência ao resgate das postagens, hoje conto um evento que ocorreu no Meu J3 por volta dos 33 mil quilômetros e me deixou sem bateria.

O J3 tem possui um sistema de proteção para evitar que o veículo permaneça com as luzes ligadas caso o motorista tenha esquecido de desliga-las. Esse sistema possui um funcionamento simples, ao retirar a chave da ignição e abrir a porta do motorista as luzes são automaticamente desligadas.

Devido a esse sistema eu peguei o péssimo hábito de não deligar as luzes manualmente de vez em quando, principalmente quando era uma parada rápida.

Certo dia eu liguei as luzes de neblina durante uma forte chuva no final da tarde, ao estacionar o carro na rua a chuva já tinha parado e eu "esqueci" desligar os faróis. Ao retornar para o veículo estranhei que as luzes de neblina dianteira estavam ligadas, o sistema que desliga as luzes falhou.

Ocorre que ao sair do veículo ainda estava claro e por esse motivo eu não percebi que as luzes de neblina dianteira estavam ligadas. As luzes de posicionamento (também conhecidas como sinaleira) e as lanternas traseiras haviam sido desligadas pelo sistema menos as luzes de neblina.

Entre estacionar o carro e voltar se passaram algo em torno de duas horas, o suficiente para gastar a bateria com as luzes de neblina que no J3 são bem fortes e não dar a partida no carro. Tive que acionar o seguro e esperar uns 30 minutos até que a seguradora fosse lá e com uma carga rápida o carro desse a partida.

Dica


Nunca confie cegamente no sistema que desliga as luzes automaticamente, você pode ficar empenhado em algum lugar sem bateria devido a um mau funcionamento desse sistema. Melhor desligar os faróis manualmente dentro do carro para evitar imprevistos.

Agora cada vez que saio do carro mesmo desligando as luzes manualmente eu sempre dou uma olhadinha básica.

Espero que essa dica seja útil para alguém, até a próxima.