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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

56 K - Avaliação final

Escrevo aqui a minha última avaliação sobre o Meu J3, a avaliação final.

Nesse período que fiquei com o carro e que se passaram quase 3 anos foram rodados 56725 quilômetros. Passei por diversas situações que me permitiram ver que o Meu J3 não é um carro tão frágil mas que não passa de um carro comum que precisa melhorar muito.


No começo eu acreditei que o J3 era um carro melhor, mas no decorrer do tempo ficou claro que apesar de não ser tão frágil a JAC precisa aumentar bastante a qualidade do carro. Houve problemas na parte eletrônica do carro com a famigerada luz do EPC, os problemas de acabamento que reportei nas últimas postagens, alguns problemas com peças bobas mas que acabaram gerando dor de cabeça como o ressecamento e quebra dos batentes dos pedais que acabaram gerando problemas no EPC.

Mas a experiência a bordo dele foi bem legal, é um carro que tem boa posição de dirigir, com giros mais altos o motor se mostra um pouco mais esperto. O rádio com sua mini usb foi um saco, mais o sensor de estacionamento era muito preciso. Também importante mencionar que o espaço interno se comparado com os demais hatchs é bom, isso também vale para o porta-malas.

Se parar e analisar friamente a quantidade de defeitos críticos que o carro apresentou até que foram poucos, em termos de quantidade, mas o problema está justamente no fato de que eles nunca foram solucionados pela concessionária da JAC. Chega uma hora que o cliente enche o saco e perde a paciência.

E é justamente no atendimento de pós-venda da JAC que fica o GRANDE problema. Por que se fosse eficiente isso amenizaria os problemas e com certeza geraria uma empatia maior com a marca. Algo que no início da minha experiência com a JAC acontecia, por várias vezes acreditei que como a marca era nova no Brasil eles ainda estavam se adaptando aos processos brasileiros e que iam melhorar com o passar do tempo. Mas não foi isso que aconteceu, percebi que estava muito enganado e a JAC manteria a mesma maneira de atender os clientes.

E a falta de peças? E a desvalorização? Tudo isso eu sabia que era um grande risco e uma grande aposta a três anos, nesse quesito o risco aconteceu, porém, é precisar falar um pouco do cenário dos carros a 3 anos atrás. Nenhum outro carro possuía tantos opcionais quanto o JAC J3 pelo excelente valor que ele estava sendo vendido, nesse ponto foi muito vantajoso ter adquirido o Meu J3.

Se eu compraria de novo um carro da JAC?
Não, e a resposta parece ser meio óbvia. Passei a dar valor também para algo que eu não dava, o serviço de pós-venda.

Se eu me arrependi de ter comprado um JAC?
De novo a resposta é Não, valeu a pena, como disse, na época em que adquiri o carro era o melhor cenário que eu tinha para comprar um hatch com os opcionais que ele tinha.

A pergunta que mais ouvi nesse tempo foi: E o carro é bom?
A minha resposta é de que carro é regular. Não é ruim, mas está longe de ser bom.

A minha opinião final é a seguinte...

Atualmente existem outras opções melhores no mercado, não recomendo a compra dos carros da JAC. A menos claro que eles baixem absurdamente o valor pedido pelos carros, algo impossível de acontecer.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

55 K - Motivo 4 para venda - Qualidade chegou ao fim

Próximo dos 60 mil quilômetros é possível observar alguns sinais de que a qualidade de acabamento do carro está chegando ao seu limite.

A manopla do câmbio que possui um acabamento cromado, já está toda descascada. Dessa forma o aspecto é de um carro que rodou bem mais quilômetros.

Os acabamentos de plástico no interior do carro estão se soltando, seja por que perderam o seu poder de fixação normal ou por que ressecaram e acabaram quebrando sozinho, abaixo coloco algumas fotos para mostrar do que eu estou falando.



E não foram só essas peças plásticas, várias outras peças internas apresentam mal encaixe. Já comentei isso aqui , além de fazer um monte de barulho irritante isso é um pouco preocupante por que me pergunto quanto tempo mais aguentaria essas peças? Se próximo de 60 mil km já apresentam sinal de pouca qualidade quando o carro chegar a 120 mil km em que estado estarão?

A parte de baixo do painel dianteiro que fica atrás do volante também está torta, apresentando uma certa deformidade e deixando um fresta entre as peças do painel.

Além das peças plásticas, outros comportamentos do carro também me deixaram com a pulga atrás da orelha com relação a qualidade.

Por exemplo a buzina intermitente que relatei aqui,  e os diversos problemas com o EPC que nunca foram sanados e que por último nem ligava a luz no painel avisando do problema.

O grande quê, nisso tudo é saber que foi um carro que rodou uma quilometragem normal. Na maior parte do tempo (90%) em estradas e ruas asfaltadas, claro que o nosso asfalto aqui no Brasil é uma porcaria, mas quem roda realmente bastante com o carro pode passar por muitos apuros.

Conclusão

Além dos problemas pequenos de acabamento, diversos foram os problemas intermitentes com o carro. Com o passar do tempo eu comecei a perder a confiança no carro, e ficava me perguntando qual será a próxima pegadinha? Qual o próximo problema intermitente que vai me fazer de palhaço na concessionária da JAC?

Sobre a parte mecânica do carro, talvez eu possa falar algo sobre a suspensão que começou a dar sinais de que tinha começado a se entregar com 37 mil km e com 42 mil km eu tinha constado que de fato já tinha ido pro espaço. Achei um pouco precoce a suspensão ter perdido a sua eficiência com essa quilometragem, mas pode ser que de fato eu tenha feito o uso mais intensivo do carro que exigiu a suspensão além da sua capacidade normal.

O sistema de refrigeração do carro deve ser elogiado, mesmo pegando tráfego pesado na cidade ou engarrafamentos gigantes em dias de calor o marcador nunca passou da temperatura normal do carro, sequer chegou perto de alguma temperatura preocupante. E o líquido de arrefecimento nunca precisou ser completado.

De resto o motor apresentou os problemas eletrônicos com o EPC, mas não apresentou nenhum sinal de vazamento de óleo em nenhuma parte. E aqui cabe uma boa observação o motor rodou 60 mil km sem receber nenhuma intervenção da oficina, afinal eles nunca fizeram nada no motor, só trocaram óleo e filtro. E vai saber se trocaram mesmo, afinal quem proíbe o cliente de visualizar o serviço que está sendo executado dá o direito da dúvida pro cliente, e eu tive lá dentro da oficina e vi como é que as coisas funcionam...

55 K - Motivo 3 para venda - Pós-venda péssimo

Quem chegou até aqui lendo o blog já sabe que o atendimento da JAC é pífio.

Seguindo o que fiz em outras postagens vou criar uma pequena lista de eventos que ocorreram:

  1. Horário de agendamento na oficina que não é cumprido
  2. Oficina que diz que o serviço foi realizado mas entrega o carro do mesmo jeito que chegou
  3. Oficina que não consegue diagnosticar o problema e diz que é um comportamento normal do carro
  4. Jogo de empurra e mentira do responsável da concessionária quando uma reclamação é realizada
  5. Acesso proibido dos clientes a oficina
  6. Peças que nunca estão no estoque
  7. Atendimento muito demorado na concessionária, o cliente não consegue nem pagar o que deve
  8. Horário agendado que não aparece na agenda da oficina
  9. Reclamação que não resolve nada
  10. Poucas concessionárias para atender os clientes
 Acredito que com essa pequena lista consegui resumir um pouco do que vi dentro da concessionária da JAC.

Conclusão

Já dá para imaginar todo o estresse que foi a minha relação com a JAC e o péssimo atendimento que tive ao longo desses três anos. Fiquei preso a única concessionária em Porto Alegre e a única em todo o Rio Grande do Sul que possuía o serviço de oficina, dessa forma não tive nem chance de escolher outra concessionária.

55 K - Motivo 2 para venda - Desvalorização brutal

O Meu J3 edição Brasil quando foi adquirido no final de 2012 custava R$ 36990 reais.

Atualmente a tabela FIPE aponta que o valor de mercado é de R$ 26407 reais, porém na prática a situação é bem diferente.

Aqui em Porto Alegre no mercado de usados é possível encontrar J3 sendo vendido por valores entre R$ 22 mil e  R$ 25 mil reais. O grande problema é o mercado que esses carros têm, quando se fala em mercado quer dizer a saída, o interesse das pessoas em comprar o carro.

Não raro é possível ver que um carro da JAC chega na revenda de usados e fique lá por um bom tempo.

Com isso vender o J3 para pessoas particulares se tornou um desafio enorme, um negócio literalmente da China, pois a pessoas tem muita resistência com carros chineses, a JAC não conseguiu se estabelecer como uma montadora confiável aqui no Brasil (por que será né?).

Já a venda em concessionárias para a compra de outro carro é possível, mas é aí que a desvalorização do carro realmente acontece. Algumas concessionárias chegaram a me oferecer R$ 14000, isso mesmo R$ 12000 reais abaixo do valor da tabela FIPE, ou ainda, pagavam cerca de 60% do valor da tabela.

Outro fator que influencia diretamente na desvalorização dos carros da JAC é própria estratégia de marketing da JAC. Eu explico, em três anos vendendo os carros no Brasil a JAC praticamente não reajustou o valor de venda dos carros e ainda acrescentou alguns itens nos carros. Dessa forma as pessoas preferem comprar um carro novo do que comprar um carro usado, e esse raciocínio é extremamente lógico, porém danoso para quem decidiu comprar um JAC.

É como se a JAC Motors fosse a Apple, cada novo modelo de Iphone lançado possui um valor bem similar com o valor do modelo anterior quando o mesmo foi lançado. Por consequência o valor do Iphone "antigo" cai bastante no mercado, por que as pessoas comprariam Iphones velhos se elas podem comprar Iphones novos?

Essa lógica se aplica a Jac Motors, sem falar em outros fatores que a JAC influencia como o pós-venda deficiente que já não é segredo pra ninguém.

Conclusão

Decidi vender o Meu J3 justamente para minimizar o prejuízo da desvalorização. Carro não é investimento e todo mundo sabe disso, todo o carro se desvaloriza, só que os clientes da JAC não esperavam que se desvalorizasse tanto, ainda mais devido ao fogo "amigo" da JAC.

55 K - Os cinco fatores que motivaram a venda do Meu J3

Como havia dito no post anterior decidi vender o Meu J3. O segundo post do blog que fiz a  quase 3 anos (Justificativa para uma compra) falava exatamente sobre o que motivava as pessoas a escolher e comprar determinado carro.

No post de hoje eu vou fazer uma lista com os cinco (5) principais fatores que me motivaram a vender o carro, cada item da lista possui uma postagem com mais detalhes é só clicar em cima de cada um.

1 - Manutenção acumulada

2 - Desvalorização brutal

3 - Pós-venda péssimo

4 - Qualidade chegou ao fim

5 - Falta de peças de reposição 


Espero que esse texto possa ajudar a outras pessoas que procuram o blog em busca de informação sobre os carros da JAC.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

52 K - Tapete rasgado

Há um tempo atrás eu postei aqui sobre a compra dos tapetes de borracha para o Meu J3.

Nessa postagem eu comentei que os tapetes não se encaixavam corretamente, passados alguns bons quilômetros (52440 km) percebi que o tapete do banco dianteiro do carona rasgou.

Analisando o local onde aconteceu o estrago ficou claro a origem do problema, o tapete rasgou justamente em um local onde não se encaixava corretamente, ficando o tempo todo como se estivesse enrugado ou amassado.

De forma alguma isso inviabiliza a utilização do produto, mas se o tapete fosse do tamanho adequado certamente não teria apresentado esse problema.

O detalhe que chama a atenção é que esses tapetes foram adquiridos diretamente na concessionária, ou seja, era para a Jac ter no mínimo um pouco mais de cuidado com os produtos "originais" que ela mesmo vende.

A dica é, pesquise o preço dos tapetes de borracha fora da concessionária. Já que mesmo comprando o "original"na concessionária, você não vai ter a garantia de que os tapetes vão ter um correto encaixe. Pelo menos pode ser que que você consiga economizar alguns trocados.

Até a próxima.

sábado, 20 de setembro de 2014

51 K - Reta final?

Com 51 mil quilômetros ou 2 anos e 8 meses parece que a convivência com o Meu J3 chegou na reta final...

Quem acompanha o blog tem visto que a partir dos 40 mil quilômetros abriu-se a janela de manutenção, isso ficou mais evidente quando o carro chegou aos 50 mil quilômetros, algo normal em um veículo com essa quilometragem.

Mas diante desse cenário e da incompetência da Jac Motors em resolver problemas simples, a minha confiança no carro não é mais a mesma. Como falei em outra postagem o carro não é ruim, mas o serviço de manutenção da concessionária é deficiente e não estou afim de ter que me estressar na concessionária a cada revisão ou ainda, a cada pequeno defeito ou serviço que eles não fizeram. Na última revisão eu não me estressei por que resolvi não falar nada para a "consultora", cheguei disposto a pagar a revisão básica e nada mais.

A manutenção chegou com tudo, já foi trocada a bateria e as pastilhas de freio. Atualmente é necessário trocar os pneus e certamente algo relacionado a suspensão do carro já que ela está fazendo todo o tipo de barulho que se pode imaginar. Ainda não fiz nenhum orçamento para saber o quanto vai custar essa manutenção mas em breve vou fazer um orçamento para colocar aqui no blog. Outro item que e em breve deve chegar ao fim da vida útil são os discos de freio.

Diante desse cenário, a minha tendência é realizar a troca por outro carro, fica a questão com relação a ser um carro novo ou usado mas com certeza não será um carro da Jac Motors.

Aqui no blog as atualizações vão continuar frequentes enquanto estiver com o carro, mas devido a possibilidade de troca do carro alguns itens que deveriam ser substituídos vão esperar mais um pouco. Agora é hora de ver até quando o Meu J3 aguenta.

Valeu

terça-feira, 16 de setembro de 2014

50 K - Avaliação geral do Meu Jac J3

Vou colocar aqui a minha avaliação sobre o Meu J3 de uma forma geral, na postagem anterior eu coloquei uma avaliação separada por itens.

No momento o Meu J3 está com quase 51 mil km em 2 anos e 8 meses, nesse meio tempo eu já passei por algumas fases com ele, fase de alegria quando o carro funcionava certinho, fase de desconfiança quando acontecia algo que não era esperado, fase de raiva quando não batia arranque, fase de desleixo quando não mandava o carro para lavagem com regularidade, fase de fúria e ódio com a concessionária quando perdi diversas horas por lá, etc, etc, etc.

O carro não é ruim, definitivamente não é, o maior problema é a falta de cuidados que a concessionária tem para com as manutenções. Eu diria que se alguém tirar o carro da garantia e tiver uma boa oficina que dê suporte a manutenção efetiva do carro, vai ter o J3 por anos sem muitos problemas.

Claro que nesse meio tempo o carro mostrou a sua devida cara, quando criei o blog o objetivo era justamente esse, expor como é ter um JAC J3. Não acredito que seja possível confiar em reportagens e vídeos sobre carros onde os  jornalistas avaliadores andam 3 quilômetros em um circuito de teste e fazem um vídeo de 15 minutos com imagens repetidas dando um veredito sobre o carro. Ou pior que isso, levam um "especialista" para um programa de TV e apresentam todas as vantagens do carro como se aquele carro fosse perfeito e que não possui nenhum defeito.

Criei esse blog inspirado no teste de longa duração da Quatro Rodas, por acreditar que dessa forma era uma avaliação que seria mais real.

O Meu J3 caiu um pouco no meu conceito justamente por ter aparecido algumas coisinhas chatas que me fizeram perder algumas horas na concessionária. Mas ainda acredito que o carro tem potencial aqui no Brasil, basta a JAC fazer um serviço decente, se eu tivesse sido atendido com qualidade todas as vezes que precisei de assistência esses problemas seriam facilmente superados.

Outra coisa que pode ser observada aqui no blog é que a partir de 40 mil quilômetros o processo de manutenção se intensificou, culminando com a troca da bateria e a troca das pastilhas de freio. Esses dois itens foram os primeiros itens de desgaste comum que foram substituídos juntamente com as palhetas do limpador que foram substituídas com 35 mil km.

Demais itens como suspensão e filtros também necessitam de substituição mas por hora vão ficar na fila esperando a sua vez, nós próximos posts eu explico o por que.

De novo, espero que esse post seja útil para alguém que esteja interessado em um JAC, principalmente em um J3.

Abraço!

domingo, 14 de setembro de 2014

50 K - Avaliação por itens do Meu Jac J3

Nessa postagem pretendo fazer uma avaliação geral de tudo que aconteceu com o carro, uma espécie de retrospectiva. Ao mesmo tempo, sempre que se faz uma retrospectiva é possível fazer uma análise de tudo que aconteceu e também é possível prever algumas ações futuras tendo como base o histórico de eventos que ocorreram.

Antes de começar uma avaliação é preciso ter em mente que cada carro é submetido a um tipo de esforço diferente, diversos fatores podem atenuar ou intensificar o desgaste. Alguns desses fatores pode ser o clima, a forma de dirigir do motorista, o regime severo de uso dentro da cidade ou estrada, enfim, percorri exatamente 50964 quilômetros (momento que escrevo esse post) com o Meu J3 em 2 anos e 8 meses, uma média aproximada de 1592 quilômetros por mês.

Consumo

Vou começar falando do consumo, não fiz nenhuma planilha para anotar o consumo e confesso que me arrependi, dessa forma teria uma totalização do que foi gasto com gasolina nesse período, lembrando que o Meu J3 não é flex e só roda com gasolina aditivada. Nesse quesito a minha opinião é de que o J3 é um carro econômico, principalmente em trechos rodoviários.

Para quem gosta de saber a média de consumo, nas próximas postagens eu vou colocar os dados exatos por que vou começar anotar, mas no últimos cálculos que fiz os resultados foram:

  • Na estrada: 14,8 km / L (velocidade contante entre 80 e 100 em quinta marcha)
  • Na cidade: 12,2 km / L (velocidade normal de cidade com todos os engarrafamentos, sinaleiras e paradas fazendo o motor trabalhar no regime ideal de rotações)

Considerando que o Jac é 1.4 (na verdade 1332cc) acredito que ele faz uma boa média de consumo, principalmente se comparado com carros 1.0. O uso do ar condicionado não interfere muito no consumo, pelo menos nunca percebi uma diferença considerável.

Conforto

O que falei aqui logo no começo do blog continua a mesma coisa após os 50 mil km, a única coisa que mudei de opinião foi com relação a direção e o fato de não ser progressiva, acabei me acostumando com ela e hoje não acho que fique demasiadamente leve na estrada.

Atualmente já existem alguns carros na mesma faixa de valor que o Jac J3 e que possuem pacotes similares com itens de conforto, mas não podemos esquecer que no final de 2011 um carro com os mesmos itens ou com um pacote similar custava 5 mil reais a mais que o Jac.

As minhas impressões que postei aqui também no começo do blog continuam as mesmas com relação aos itens de conforto, porém, incomoda é o carro não adotar o padrão USB no rádio e sim mini USB, dessa forma ou você usa um cabo adaptador que é fornecido junto com o carro ou compra um adaptador.

De um modo geral o conforto é bom não deixa a desejar.

Qualidade do carro

Começo falando do motor, que apesar de fazer um barulho bem estranho desde os 20 e poucos mil km como relatei aqui e que nunca foi solucionado, não tive nenhum problema mecânico. Olhando o motor do carro por fora não existe nenhum vazamento de óleo aparente, monitorando o nível de óleo, o nível do fluído de freio e o nível do liquido de arrefecimento os mesmos permanecem estáveis não indicando nenhuma anomalia.

A única peça que foi substituída foi as pastilhas de freio com 50 mil km aproximadamente já estavam no osso.

O grande calcanhar de Aquiles do J3 pelo menos nesses 50 mil km na minha opinião foi a parte elétrica e eletrônica.

Na parte elétrica eu posso citar o mau funcionamento no desligar das lâmpadas do farol de neblina dianteira, que inclusive citei aqui e aqui, o mau funcionamento da buzina e ainda a duração da bateria que acabou com 45 mil km rodados e foi trocada.

Na parte eletrônica basta olhar as minhas postagens sobre o EPC e a sua fragilidade, tive que ir algumas vezes na concessionária para que resolvessem os problemas que afetavam o EPC direta ou indiretamente.

Na parte de suspensão como falei aqui, os barulhos evidenciaram que com 42 mil km já era necessário realizar alguma intervenção. Os pneus de trás ainda rodam mais alguns quilômetros mas estão em franco processo de aposentadoria.

O que é possível falar de qualidade? Nessas horas é um pouco complicado, mas de um modo geral a qualidade do carro decaiu um pouco no meu conceito. É verdade que com o tempo todo carro exige que a manutenção seja realizada, mas vejamos, pequenos itens apresentaram problemas bem cedo e apesar da quilometragem do carro, quando a manutenção bateu a porta ela chegou com a família toda de uma só vez.

Qualidade do atendimento

Logo no começo do blog a 2 anos atrás eu escrevi o seguinte:

Nenhuma montadora oferece tanto tempo de garantia, como o J3 é um carro importado e a Jac Motors é uma montadora relativamente nova, a desconfiança em relação a qualidade e atendimento são grandes.

Sobre a qualidade do carro a desconfiança total não se confirmou, mas sobre qualidade do atendimento...

O atendimento foi péssimo e mais especificamente em relação a oficina pior ainda, se o carro fosse ruim de verdade já teria aparecido alguma coisa por que a concessionária faz só o básico necessário para se ver livre do carro o quanto antes.

Bom era isso, espero que essa avaliação seja útil para alguém.