quarta-feira, 26 de novembro de 2014

54 K - Cheiro de queimado

Com 54 mil km aproximadamente um forte cheiro de algo queimado começou a invadir o habitáculo do carro.

Parei o carro no acostamento e fui olhar o motor na esperança de identificar a origem, mas como vocês devem imaginar não identifiquei nada.

Prossegui usando o carro normalmente em outros dias, sempre de olho no marcador da temperatura e de tempos em tempos inspecionava o carro na esperança de identificar algo.

Com o tempo o cheiro forte sumiu mas de tempos em tempos dava pra sentir um pouco do cheiro.

O problema

Não sei e nunca saberei, o cheiro parecia ser de plástico queimado mas de vez em quando lembrava um pouco o cheiro de água fervida. Ou talvez já estivesse procurando chifre em cabeça de cavalo...

Podia ser de algum chicote elétrico encostado em alguma peça plástica ou ainda algo que passei por cima na estrada e acabou se fixando em alguma parte quente, essa é a teoria que eu mais quero acreditar. Pois dessa forma isso explicaria por que o cheiro diminuiu consideravelmente, afinal não quero acreditar em outro problema intermitente no Meu J3.

Moral da história

Sabendo que se levasse o carro na oficina da JAC não iriam resolver nada pois não apresentava nenhuma evidência clara do problema, e pior, perderia tempo, dinheiro e ainda me incomodaria, resolvi por em prática o que havia falado quando o carro estava com 51K (Reta final?)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

53 K - Fantasma do EPC

Como falei no post anterior, com 53300 quilômetros os sintomas do EPC voltaram a aparecer.

Como assim sintomas? Eu explico...

Como já disse em outras postagens (O que é EPC no painel do JAC, EPC o retorno, Primeiros quilômetros e algumas descobertas) quando a luz do EPC acende no painel o motor do carro fica como se estivesse fora de ponto, subindo a rotação ao trocar de marchas, dando trancos durante a redução, etc, etc, etc.

A novidade

Dessa vez o motor ficou exatamente com o mesmo comportamento de quando a luz do EPC está acesa, porém, a luz do EPC não acendeu no painel.

E para piorar a situação o comportamento passou a ser intermitente, ou seja, não era sempre que o motor tinha um comportamento fora do padrão.

Com o passar do tempo a frequência começou a ficar maior, temendo algum problema mais sério eu resolvi levar o carro na concessionária e relatar o ocorrido. Como o carro está em garantia, resolvi levar justamente para que a JAC não negasse alguma garantia no futuro, afinal de contas eu não estou me negando de dar a correta manutenção no carro, basta que a oficina da JAC me dê um diagnóstico correto e que resolva o problema.

Mas como já dá para perceber ao longo desses anos que estou com o carro (basta ler as postagens no blog) a oficina da JAC é péssima.

O que o técnico fez para realizar o diagnóstico foi plugar um scanner no conector OBD II e verificar se tinha alguma mensagem de falha gravada na ECU do carro.

Resultado do diagnóstico

O motor do carro estava em perfeitas condições pois não apresentava nenhuma mensagem de falha.

Conclusão

A oficina da JAC não se interessa em resolver o problema dos carros. A meta da oficina da JAC é simples: se livrar do carro e do cliente o quanto antes... Ser mecânico é plugar o scanner e ler mensagens de falha? Óbvio que não!!!

E eu como cliente faço o quê? Ando com o carro totalmente errado até um problema evidente aparecer e me deixar parado pelo meio do caminho? Ou pior, até um acidente acontecer em decorrência de uma falha mecânica que ninguém sabe o que é?

Sai da concessionária me sentindo como se estivesse com um nariz de palhaço e a certeza de que NUNCA resolveriam os problemas do carro, visto que além desse problema convivo com um barulho desde os 26 mil quilômetros que ninguém sabe dizer o que é (Novo instrumento, A "olhada").

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

53 K - Lâmpada do farol de neblina

Com 53300 quilômetros a luz de neblina direita queimou, como o carro já estava com os sintomas do fantasma do EPC resolvi ligar para a "consultora" e combinar uma ida a concessionária.

 Como o foco hoje é a luz de neblina o assunto sobre o EPC vai ficar para o próximo post.

Fui ao departamento de peças da JAC e me informaram que a lâmpada custava míseros 49 reais e 55 centavos, na ingenuidade perguntei se esse era o preço da lâmpada instalada, e a resposta foi negativa.

Para instalar a lâmpada a JAC cobraria mais 30 minutos de mão de obra, ou seja, mais 80 reais. Na soma total o custo seria de 129 reais e 55 centavos para trocar uma lâmpada do farol de neblina.

Obviamente que eu não autorizei a execução do serviço eu tão pouco comprei a lâmpada, pois esse é um valor estratosférico na minha opinião.

Comecei então uma pesquisa na internet para descobrir o preço de uma lâmpada compatível para o Meu J3. No caso, para o farol de milha a lâmpada deve ser do tipo H3, no popular muita gente chama essa lâmpada de H3 com rabicho. Isso por que atrás da lâmpada sai um fio de alimentação um pouquinho mais comprido para conectar no suporte do farolete.

Nas minhas pesquisas na internet foi possível encontrar lâmpadas por 8 reais, isso mesmo 8 reais. Só que uma lâmpada desse tipo é algo bem delicado pra comprar pela internet, fiquei com receio de estragar no transporte e depois ter que correr de atrás para trocar. Como estava com pressa para realizar a troca e temendo uma economia porca, acabei comprando a lâmpada da marca Philips em uma autopeça perto da minha casa, e pasmem, paguei 16 reais.

Mesmo comprando a lâmpada em uma loja física acabei realizando uma economia de quase 34 reais, só na lâmpada. Agora era hora de colocar a mão na massa...

Para trocar a lâmpada é preciso retirar alguns parafusos philips que prendem a proteção de plástico que fica no paralamas acima do pneu, depois basta empurrar um pouco pro lado e você terá acesso ao farolete.

Para facilitar a troca é melhor remover o suporte do farolete completo, ele é preso por um conjunto de três parafusos. São dois parafusos laterais e um que fica na parte de cima, os parafusos laterais são bem fáceis de serem removidos. O grande pepino é o parafuso que fica na parte de cima, ele fica em um lugar de difícil acesso, e a minha chave philips era um pouco grande com isso tive que fazer uma ginástica para retirar o parafuso. Depois foi só trocar a lâmpada e montar tudo de novo.

Acredito que toda essa dificuldade ocorreu por que eu não tinhas as ferramentas certas para isso, mas bem que a engenharia da JAC poderia ter facilitado um pouco mais rsrsrsrs.

Conclusão

Uma simples troca de uma lâmpada do farol de neblina que na concessionária custaria R$ 129,55 saiu por R$ 16, uma economia de R$ 113,55.

Dica

Se você não quiser fazer o serviço em casa, leve o carro em uma loja especializada. Vai sair muito mais barato que na concessionária. Mas lembre-se: utilize produtos de qualidade e não permita o corte de nenhum chicote elétrico pois isso pode invalidar a sua garantia.

Lâmpada queimada e o parafuso chato de sair
Caixa da lâmpada nova, a lâmpada queimada e o parafuso chato de remover...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

52 K - Tapete rasgado

Há um tempo atrás eu postei aqui sobre a compra dos tapetes de borracha para o Meu J3.

Nessa postagem eu comentei que os tapetes não se encaixavam corretamente, passados alguns bons quilômetros (52440 km) percebi que o tapete do banco dianteiro do carona rasgou.

Analisando o local onde aconteceu o estrago ficou claro a origem do problema, o tapete rasgou justamente em um local onde não se encaixava corretamente, ficando o tempo todo como se estivesse enrugado ou amassado.

De forma alguma isso inviabiliza a utilização do produto, mas se o tapete fosse do tamanho adequado certamente não teria apresentado esse problema.

O detalhe que chama a atenção é que esses tapetes foram adquiridos diretamente na concessionária, ou seja, era para a Jac ter no mínimo um pouco mais de cuidado com os produtos "originais" que ela mesmo vende.

A dica é, pesquise o preço dos tapetes de borracha fora da concessionária. Já que mesmo comprando o "original"na concessionária, você não vai ter a garantia de que os tapetes vão ter um correto encaixe. Pelo menos pode ser que que você consiga economizar alguns trocados.

Até a próxima.

sábado, 20 de setembro de 2014

51 K - Reta final?

Com 51 mil quilômetros ou 2 anos e 8 meses parece que a convivência com o Meu J3 chegou na reta final...

Quem acompanha o blog tem visto que a partir dos 40 mil quilômetros abriu-se a janela de manutenção, isso ficou mais evidente quando o carro chegou aos 50 mil quilômetros, algo normal em um veículo com essa quilometragem.

Mas diante desse cenário e da incompetência da Jac Motors em resolver problemas simples, a minha confiança no carro não é mais a mesma. Como falei em outra postagem o carro não é ruim, mas o serviço de manutenção da concessionária é deficiente e não estou afim de ter que me estressar na concessionária a cada revisão ou ainda, a cada pequeno defeito ou serviço que eles não fizeram. Na última revisão eu não me estressei por que resolvi não falar nada para a "consultora", cheguei disposto a pagar a revisão básica e nada mais.

A manutenção chegou com tudo, já foi trocada a bateria e as pastilhas de freio. Atualmente é necessário trocar os pneus e certamente algo relacionado a suspensão do carro já que ela está fazendo todo o tipo de barulho que se pode imaginar. Ainda não fiz nenhum orçamento para saber o quanto vai custar essa manutenção mas em breve vou fazer um orçamento para colocar aqui no blog. Outro item que e em breve deve chegar ao fim da vida útil são os discos de freio.

Diante desse cenário, a minha tendência é realizar a troca por outro carro, fica a questão com relação a ser um carro novo ou usado mas com certeza não será um carro da Jac Motors.

Aqui no blog as atualizações vão continuar frequentes enquanto estiver com o carro, mas devido a possibilidade de troca do carro alguns itens que deveriam ser substituídos vão esperar mais um pouco. Agora é hora de ver até quando o Meu J3 aguenta.

Valeu

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

50 K - Troca das pastilhas de freio

A alguns posts atrás eu falei que troquei as pastilha de freio, mas essa troca não foi realizada na concessionária.

Para trocar as pastilhas de freio do Meu J3 na concessionária teria que gastar 376 reais, 216 reais do kit de pastilhas e 160 de uma hora de mão de obra. Achei esse valor um tanto caro e decidi não autorizar a execução do serviço.

Acabei trocando na DRS de Porto Alegre a um custo de 270 reais, 190 pelo kit de pastilhas da Fras-le e mais 80 de mão de obra.

Falow!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

50 K - Avaliação geral do Meu Jac J3

Vou colocar aqui a minha avaliação sobre o Meu J3 de uma forma geral, na postagem anterior eu coloquei uma avaliação separada por itens.

No momento o Meu J3 está com quase 51 mil km em 2 anos e 8 meses, nesse meio tempo eu já passei por algumas fases com ele, fase de alegria quando o carro funcionava certinho, fase de desconfiança quando acontecia algo que não era esperado, fase de raiva quando não batia arranque, fase de desleixo quando não mandava o carro para lavagem com regularidade, fase de fúria e ódio com a concessionária quando perdi diversas horas por lá, etc, etc, etc.

O carro não é ruim, definitivamente não é, o maior problema é a falta de cuidados que a concessionária tem para com as manutenções. Eu diria que se alguém tirar o carro da garantia e tiver uma boa oficina que dê suporte a manutenção efetiva do carro, vai ter o J3 por anos sem muitos problemas.

Claro que nesse meio tempo o carro mostrou a sua devida cara, quando criei o blog o objetivo era justamente esse, expor como é ter um JAC J3. Não acredito que seja possível confiar em reportagens e vídeos sobre carros onde os  jornalistas avaliadores andam 3 quilômetros em um circuito de teste e fazem um vídeo de 15 minutos com imagens repetidas dando um veredito sobre o carro. Ou pior que isso, levam um "especialista" para um programa de TV e apresentam todas as vantagens do carro como se aquele carro fosse perfeito e que não possui nenhum defeito.

Criei esse blog inspirado no teste de longa duração da Quatro Rodas, por acreditar que dessa forma era uma avaliação que seria mais real.

O Meu J3 caiu um pouco no meu conceito justamente por ter aparecido algumas coisinhas chatas que me fizeram perder algumas horas na concessionária. Mas ainda acredito que o carro tem potencial aqui no Brasil, basta a JAC fazer um serviço decente, se eu tivesse sido atendido com qualidade todas as vezes que precisei de assistência esses problemas seriam facilmente superados.

Outra coisa que pode ser observada aqui no blog é que a partir de 40 mil quilômetros o processo de manutenção se intensificou, culminando com a troca da bateria e a troca das pastilhas de freio. Esses dois itens foram os primeiros itens de desgaste comum que foram substituídos juntamente com as palhetas do limpador que foram substituídas com 35 mil km.

Demais itens como suspensão e filtros também necessitam de substituição mas por hora vão ficar na fila esperando a sua vez, nós próximos posts eu explico o por que.

De novo, espero que esse post seja útil para alguém que esteja interessado em um JAC, principalmente em um J3.

Abraço!