domingo, 3 de agosto de 2014

33 K - Cuidado com as luzes de neblina dianteira

Dando sequência ao resgate das postagens, hoje conto um evento que ocorreu no Meu J3 por volta dos 33 mil quilômetros e me deixou sem bateria.

O J3 tem possui um sistema de proteção para evitar que o veículo permaneça com as luzes ligadas caso o motorista tenha esquecido de desliga-las. Esse sistema possui um funcionamento simples, ao retirar a chave da ignição e abrir a porta do motorista as luzes são automaticamente desligadas.

Devido a esse sistema eu peguei o péssimo hábito de não deligar as luzes manualmente de vez em quando, principalmente quando era uma parada rápida.

Certo dia eu liguei as luzes de neblina durante uma forte chuva no final da tarde, ao estacionar o carro na rua a chuva já tinha parado e eu "esqueci" desligar os faróis. Ao retornar para o veículo estranhei que as luzes de neblina dianteira estavam ligadas, o sistema que desliga as luzes falhou.

Ocorre que ao sair do veículo ainda estava claro e por esse motivo eu não percebi que as luzes de neblina dianteira estavam ligadas. As luzes de posicionamento (também conhecidas como sinaleira) e as lanternas traseiras haviam sido desligadas pelo sistema menos as luzes de neblina.

Entre estacionar o carro e voltar se passaram algo em torno de duas horas, o suficiente para gastar a bateria com as luzes de neblina que no J3 são bem fortes e não dar a partida no carro. Tive que acionar o seguro e esperar uns 30 minutos até que a seguradora fosse lá e com uma carga rápida o carro desse a partida.

Dica


Nunca confie cegamente no sistema que desliga as luzes automaticamente, você pode ficar empenhado em algum lugar sem bateria devido a um mau funcionamento desse sistema. Melhor desligar os faróis manualmente dentro do carro para evitar imprevistos.

Agora cada vez que saio do carro mesmo desligando as luzes manualmente eu sempre dou uma olhadinha básica.

Espero que essa dica seja útil para alguém, até a próxima.

sábado, 2 de agosto de 2014

O que é EPC no painel do JAC

Dedico esta postagem especialmente para falar sobre o EPC, vejo que muitas pessoas acessam o blog procurando mais informações sobre isso.

Já falei da luz do EPC em outras postagens (aqui e aqui) mas nesse post o meu objetivo é ser um pouco mais específico sobre o funcionamento do EPC bem como os problemas mais comuns que acontecem com esse sistema.

Para começar, afinal, o que é EPC?

A sigla EPC quer dizer Electronic Power Control, ou controle eletrônico de potência em tradução livre.

Qual a finalidade do EPC?

A finalidade principal do EPC é monitorar o carro através de um conjunto de sensores, com o intuito de proteger o motor contra possível falhas evitando um dano maior. O conjunto de sensores que fazem parte do EPC podem variar de acordo com cada modelo. No caso da Jac aqui no Brasil acredito que os sensores sejam os mesmos para todos os carros lançados até o momento: J2, J3, J3S, J3 Turin, J3 Turin S, J5 e J6, isso por que todos os modelos compartilham o mesmo conjunto mecânico com pequenas diferenças entre si.

Qual o objetivo do EPC?

O objetivo do EPC é permitir que o motorista possa levar o seu carro a concessionária dirigindo normalmente, ao invés de esperar um problema maior acontecer e ficar com o carro incapacitado de andar.

O que é monitorado no carro pelo EPC? 

Essa é uma boa pergunta e a Jac Motors não divulga essa informação oficialmente, no manual do proprietário apenas informa que quando a luz do EPC acende no painel do carro existe uma anomalia no motor e o proprietário deve se dirigir a uma concessionária autorizada para realizar o reparo.

O que vou colocar de informação sobre o monitoramento dos sensores foi resultado da minha  experiência utilizando o Meu J3 e uma compilação de outros relatos de proprietários de um Jac.

Existe um sensor monitorando cada pedal do carro (embreagem, freio e acelerador, que nos carros da Jac é eletrônico) e outro sensor para monitor o nível do gás do ar condicionado. O EPC pode trabalhar em conjunto com outros sensores do carro como os sensores do motor, do ABS, etc, formando assim um sistema de diagnóstico do carro.

Quando a luz do EPC acende?

Na prática a minha experiência utilizando o Meu J3 mostra que essa luz pode acender a qualquer momento no carro, mas geralmente na maioria dos casos são por pequenas falhas, por exemplo, o sensor de embreagem pode apresentar um defeito (mais informações aqui) gerando um efeito em cascata provocando o acendimento do EPC no painel. No entanto, existem casos mais complexos que fazem a luz do EPC acender no painel e são de difícil detecção, alguns relatos de donos de Jac mostram que é necessário ir a concessionária diversas vezes para resolver o problema.

Ocorre que esse mecanismo é bastante sensível e tem causado uma certa dor de cabeça tanto para os donos de Jac quanto para a própria montadora. Um exemplo simples do quão sensível é esse sistema que, se a pessoa dirigir como um "piloto" realizando arrancadas, subidas extremas de giro do motor ou redução de velocidade utilizando o freio motor de forma exagerada a luz do EPC pode acender no painel do carro.

 O que acontece com o carro quando a luz do EPC acende?

O carro fica como se estivesse com o motor fora do ponto ou desregulado. O mais comum é ao trocar de marchas o giro do motor subir mais que o normal e o mesmo acontecer ao frear o carro.

O que fazer quando a luz luz do EPC acende?

Primeiro, não se desespere. Apesar do EPC monitorar o motor, em geral ele não indica algo tão grave quanto a luz de óleo ou o super aquecimento do motor, esses sim indicam que o carro deve parar imediatamente.

Leve o carro a concessionária o mais breve possível, mas dirija tranquilamente, ao contrário do que algumas pessoas relatam o carro não fica inguiável.

É só a Jac que utiliza o EPC?

Não. Aqui no Brasil até onde sei só os carros da Volkswagen também possuem o EPC. Outras montadoras que sei que possuem esse sistema é a Mercedez e a Audi.

O EPC anula a garantia do carro?

De forma alguma a garantia será afetada, pelo contrário, você deve usar a garantia justamente para exigir que o carro seja reparado. 

Espero que esse post tenha esclarecido um pouco as dúvidas sobre o EPC, até a próxima.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Revisão do JAC J3 30 mil km - Avaliação final

Depois de todas as idas e vindas da concessionária dá para começar a formar uma opinião um pouco mais completa.

O carro


O carro não me parece ser ruim, mas ele apresentou alguns detalhes que precisavam ser olhados mais atentamente. Não acredito sinceramente que uma empresa vai colocar um carro no mercado com garantia de 6 anos sabendo que o produto é ruim, seria um tiro no pé. Mas como todo e qualquer carro alguns imprevistos podem acontecer, cabe a concessionária reparar o problema ou dar alguma explicação razoável.

A concessionária

Nessa revisão eu não acompanhei o serviço dentro da oficina pois tinha outros compromissos mas confesso que começo a achar o atendimento da concessionária Jac (Porto Alegre) ruim.

O atendimento é burocrático, a hora agendada não serve para nada e nunca sabemos quando o carro será entregue. Isso é muito ruim porque dessa forma as pessoas não conseguem se agendar, eu não trabalho com o carro mas fico imaginando quem depende do carro para se locomover...

Acabei perdendo um tempo precioso dentro da concessionária e ainda por cima não resolveram nenhum dos problemas reportados ou deram uma explicação convincente. Aliás isso foi o que me deixou extremamente irritado com a concessionária, eu paguei por uma revisão Top que na prática eu não sei se foi totalmente executada pois não fizeram nem o básico que foi pedido.

Conclusão


Quando comprei o carro sabia que teria que levar o carro em todas as revisões na concessionária, mas não sabia que essa seria a pior parte. Continuo afirmando que a concessionária de Porto Alegre tem sido a principal razão do meu descontentamento com a marca e eu que achava que seria o carro.

Dica


Quem não pode perder tempo com revisões deve procurar outra montadora pois não recomendo a Jac Motors, começo a chegar a conclusão de que esse será o ritmo de trabalho da Jac. Cada revisão é um stress desnecessário.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Revisão do JAC J3 30 mil km - Parte II

Dando sequência a revisão dos 30 mil quilômetros, falo da entrega do carro.

No meio da tarde recebo a ligação da concessionária para ir buscar o carro, como sempre o horário que termina a revisão é uma incógnita. Então aviso que vou buscar no final da tarde.

Chegando lá recebo o carro como sempre com a mesma lavagem sem vergonha. A consultora falou que tudo foi realizado, mas que (sempre tem um alguma coisinha né) o barulho no motor estava normal assim como o freio e que o regulador de farol estava ligado.

Parti então para o pagamento, pois estava atrasado. Chegando no caixa tinha três pessoas na minha frente, bom quem acompanha os posts sabe que digo que o atendimento é demorado, mas desse vez se superaram e me fizeram ficar esperando 35 minutos. Isso mesmo 35 minutos para realizar um pagamento com débito onde a atendente nem precisa contar o dinheiro e a máquina aprova o pagamento em cinco segundos.

Sai com o carro na correria, no meio do caminho resolvi testar a regulagem do farol e adivinhem o que aconteceu? Não estava funcionando, mas cacete eu pedi para olharem e a consultora disse que o serviço tinha sido realizado. Cara de pau? Safadeza? Poderia a oficina ter mentido para a consultora  (afinal ela não executa o serviço)?

Não interessa! Para quem é cliente afinal importa que não fizeram o serviço e na revisão Top estava incluído o alinhamento de faróis. Desconfiei que não olharam nada no motor sobre o barulho reportado, afinal alguns quilômetros depois o carro voltou a apresentar o mesmo barulho, senão olham a regulagem de um simples farol vão olhar um "barulhinho" no motor?

Na real começo a achar que não revisam nada nunca como já havia reportado aqui na revisão dos 10 mil. Como tinha escrito na referida postagem tinha dúvida se eles olhavam o que a gente reclamava de fato, pois depois dessa revisão tive a quase certeza de que não olham nada.

No próximo post a avaliação final do Meu J3, até lá.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Revisão do JAC J3 30 mil km - Parte I

Dando continuidade ao resgate das postagens dedico a próxima sequência de posts para falar sobre a revisão dos 30 mil quilômetros, então vamos lá!

Liguei na concessionária e agendei a revisão por telefone. Desconfiando de que ocorreria a mesma coisa que houve nas outras revisões - de chegar na hora da revisão e eu não estar na agenda da oficina - FRISEI para a atendente que queria o meu nome na agenda.

No dia e na hora combinada lá estava eu na concessionária e para minha surpresa haviam colocado uma TV no setor onde ficam os "consultores técnicos", nessa TV ficava passando os horários agendados com o nome do proprietário do veículo bem como o "consultor" responsável.

E finalmente em uma revisão agendada lá estava o meu nome, porém, termina ai o momento de alegria. O horário agendado mais uma vez não serviu pra nada, me atenderam com quase meia hora de atraso.

Como já estava na revisão dos 30 mil km e até o presente momento não tinha feito nenhuma revisão mais profunda resolvi escolher a revisão Top (mas informações sobre os tipos de revisão aqui).

Expliquei para a "consultora" tudo que queria que olhasse no carro além do que já era programado. Como o barulho no motor (relatado aqui e aqui), os freios (relatado aqui), o motor de regulagem do farol (relatado aqui). Tudo anotado pela "consultora" em seu ficheiro de papel.

Então expliquei que queria que realizasse o rodízio dos pneus afinal isso é necessário para que o desgaste dos pneus seja uniforme. Dai a "consultora" (agora vocês vão entender porque sempre escrevo consultora entre aspas) se abaixou, olhou o pneu e disparou: não precisa trocar a gente só troca quando os pneus estão gastos...

Bom então expliqei que eu queria o rodízio, geometria, balanceamento e tudo mais que estava na revisão TOP independente de estar gasto ou não, afinal de contas eu estava pagando.

Na próxima postagem a continuação da revisão dos 30 mil km do meu J3.

Valeu!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Acidente de Percurso - Final

Finalizado o conserto do carro após a batida relatada anteriormente. O tempo de conserto demorou quase uma semana.

No dia combinado com a concessionária, passei lá olhei o carro e fui embora com o Meu J3. No dia seguinte a surpresa, o carro tinha ficado muito bom em relação ao alinhamentos dos itens, porém, a parte de cima do capô que vem de fábrica sem pintura e foi pintada pela concessionária parecia que tinha sido lixada com bombril, havia muitos riscos.

Voltei a concessionária e mostrei os riscos, prontamente me encaminharam para uma área onde um técnico fez um polimento, esse polimento deu uma BOA melhorada mas longe de ficar perfeito.

Outra coisa que descobri foi que não ligaram o motor elétrico de regulagem de altura do farol esquerdo, justamente o farol que foi trocado. Conversei com o técnico e combinamos de fazer isso na revisão dos 30 mil quilômetros que já se aproximava, pois ia demorar e eles não tinham horário na oficina, etc, etc, etc.

Cansado de ter que voltar a concessionária, agradeci a "cortesia" e fui embora.

Avaliação

Nesse caso diversos itens podem observados, afinal essa foi uma chance de observar algo em relação a reposição de peças e o serviço de funilaria.

  •  Apesar de não ter as peças na concessionária até que o tempo de espera foi satisfatório, foram 4 dias.
  • O tempo de execução também foi dentro do normal.
  • O serviço não foi executado dentro da concessionária. Descobri depois que o serviço foi repassado para uma oficina terceirizada em outro local da cidade, nesse caso uma revisão mais atenta da concessionária antes de entregar o carro seria bem útil.
  •  A qualidade final deixou um pouco a desejar, afinal parece que não fizeram nenhuma revisão no carro quando ele foi liberado pela outra oficina. E fica a pergunta: será que se fosse algo relacionado ao motor também teriam esquecido de ligar alguma coisa?

Até a próxima!