domingo, 17 de agosto de 2014

Revisão do JAC J3 40 mil km - Avaliação final

Finalizando a revisão dos 40 mil coloco nesse post a minha avaliação final desses 40 mil km rodados com o Meu J3.

O carro

Assim como já tinha falado na revisão nos 30 mil o carro não me parece ser ruim. Mas apresentou alguns defeitos nesses últimos 10 mil quilômetros que me fizeram ficar mais esperto e aumentar o monitoramento do carro.

Uma coisa foi o freio infinito que não foi algo grave mas que com certeza me deixaria empenhado se precisasse do carro para algum compromisso.

Outra coisa foi o problema das luzes de neblina dianteira, considero esse problema mais grave porque fiquei no meio da rua de noite tendo que esperar pelo seguro. Além do que, fiquei com uma pulga atrás da orelha, afinal o que mais que pode apresentar um problema elétrico?

Com relação ao motor e o barulho intermitente que relatei em outros posts, continuo presenciando a mesma coisa, já reportei isso na revisão e dizem que é normal.

A concessionária

Bom essa é a parte mais fácil de falar. O atendimento é péssimo sempre demora na concessionária mesmo quando temos hora marcada, sem falar que diversas outras pessoas são barradas e não podem acompanhar o serviço na oficina.

O e-mail de reclamação antes retornava alguma coisa, agora nem isso faz. Encaminham o e-mail para a concessionária e o responsável te liga tentando passar uma conversa, quando é questionado simplesmente não sabe responder e responde outra coisa.

Conclusão 

Ao comprar um carro devemos levar em conta não só o valor do carro e os opcionais, mas também a garantia e a qualidade de atendimento do pós venda. Os serviços de pós venda serão utilizados no mínimo durante a garantia do veículo, em um veículo com seis anos de garantia você terá que ir diversas vezes na concessionária.

O grande problema na minha opinião é ficar preso ao atendimento da concessionária por esse período, obviamente que irei pagar as revisões (mesmo com os aumentos elevados) mas isso faz parte do jogo, quando comprei o carro sabia que isso podia acontecer. O detalhe fica por conta da qualidade de atendimento, algo que é imensurável pois não temos como contabilizar isso.

Para ter uma relação custo / benefício do carro acredito que é necessário colocar na balança o carro e o serviço de pós venda que já utilizei. No meu caso, o péssimo atendimento somado a alguns pequenos problemas que o carro apresentou deixam essa relação estabilizada, mas daqui em diante qualquer outro fator pode desequilibrar a balança a favor do custo, infelizmente.

Preciso deixar claro que quando falo de custo não falo só de dinheiro $$$, falo também do tempo perdido na concessionária, dos pequenos contratempos que me obrigaram a desviar a minha rota e atrasar meus compromissos pessoais tendo que levar o carro para ser reparado ou acionando o seguro para uma simples recarga de bateria.

Por fim mas não menos importante, é preciso esclarecer que o significado de qualidade é algo bem subjetivo. Conversando com outros clientes da Jac é possível encontrar pessoas que reclamam da qualidade do atendimento ou da qualidade do carro mas também é possível encontrar pessoas que se dizem satisfeitas com tudo. Isso pode variar muito da experiência da pessoa ou do nível de exigência de cada um.

Posso ser considerado chato ou exigente demais, mas tenho experiência e por isso consigo ter parâmetros para comparar. Já que comprei o carro e sou obrigado a seguir as regras prefiro ser exigente, uma vez que estou pagando por todos os serviços e não pedindo um favor.

Era isso, essa avaliação ficou um pouco mais extensa mas acho que se faz necessário, exatamente para cumprir com o objetivo do blog que é de ser um diário de bordo sobre o carro e tudo que o cerca.

Abraço!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Revisão do JAC J3 40 mil km - Parte I

Continuando a série de postagens afim de colocar o blog em dia depois de um longo tempo de inatividade, a postagem de hoje é sobre a revisão dos 40 mil quilômetros do Meu J3.

Após a frustração da revisão Top dos 30 mil (mais informações aquiaqui ), decidi que a revisão de 40 mil km seria a revisão a básica (mais informações sobre os dois tipos de revisões aqui).

Como o barulho no motor do carro passou a ser considerado "normal" (até me acostumei com o barulho) não tinha muita coisa a reclamar a não ser relembrar mais uma vez sobre o motor de regulagem do farol que estava desligado.

Na chegada da oficina a demora para conseguir largar o carro foi a mesma das outras revisões, após o  preenchimento da ficha de recebimento e revisão do carro expliquei sobre a regulagem do farol e fui embora.

No meio da tarde a "consultora" me ligou informando que era necessário trocar os filtros de cabine, obviamente que não autorizei isso pois seria mais um aumento de gasto com a revisão.

No final da tarde passei na concessionária para retirar o carro e a demora para pagar também se repetiu. Ao pegar o carro a "consultora" garantiu que estava arrumado o motor de regulagem do farol, fui direto olhar o motor de regulagem do farol e adivinhem o que aconteceu?

- Sim a resposta é essa mesma, continuava não funcionando!

Na próxima postagem a avaliação final da revisão.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Tapetes de borracha

Quando comprei o Meu J3 o único tipo de tapete que tinha disponível eram os tapetes de carpete.

Nunca tinha usado esse tipo de tapete, mas encontrei alguns problemas:

  • Sujam com mais facilidade;
  • São difíceis de limpar;
  • Embolam com facilidade, pois o tapete é preso com velcro a forração do chão do carro e com tempo o velcro perde o seu efeito.

Em dia de chuva ao entrar com os pés molhados ou com o guarda-chuva pingando água o tapete obviamente fica molhado, então com o tempo eles ficam com aquele agradável cheiro de cachorro molhado.

A solução é comprar os tapetes de borracha! Depois de alguns meses os primeiros acessórios da Jac chegaram e eu comprei na própria Jac, por que na época que pesquisei o preço da concessionária estava bem em conta se comparado com os tapetes "paralelos" vendidos por ai.

Mas como sempre na Jac existe um "porém", dessa vez não seria diferente. Os tapetes não se encaixam perfeitamente, na real os tapetes são da mesma qualidade que os paralelos e nem a marca da Jac possuem. Dependendo da forma com o que o tapete do motorista fica arrumado a ponta do pedal da embreagem enrosca nele.

Conclusão

No contexto geral vale a pena comprar os tapetes de borracha, mesmo não sendo 100% com relação a recortes e encaixes cumprem a sua função.

Quem quiser comprar um Jac exija os tapetes de borracha, eles são mais duráveis e mais práticos.

Até mais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A revisão é TOP mesmo? Dica não faça...

Na revisão de 30 mil quilômetros eu acabei optando pela revisão TOP oferecida na concessionária.

Em outros carros que tive sempre procurei realizar a manutenção preventiva justamente para evitar a manutenção corretiva, mas com o carro já chegando a 30 mil quilômetros achei que a revisão TOP já estava na hora, justamente porque até o presente o momento nenhuma manutenção tinha sido realizada no carro e o mesmo começava a apresentar alguns defeitos como barulho no motor e eu tinha acrescentado alguns apontamentos extras como a regulagem do farol que não estava funcionando.

Após retirar o carro na concessionária percebi que o mesmo continuava praticamente da mesma forma que antes da revisão.

O barulho intermitente do motor  foi respondido pela concessionária que era normal, bom agora o barulho continuava intermitente da mesma forma mas cada vez mais alto ou mais duradouro.

E a regulagem do farol que estava desligada continuou desligada, mas na concessionária disseram que estava consertada.

Repensei bastante pois já estava de saco cheio de ter que retornar a concessionária, pois na prática uma visita na concessionária geralmente gera outra visita, simplesmente porque o carro é liberado com alguma pendência. Basta ler as demais postagens aqui no blog do Meu J3 para perceber isso, então resolvi novamente escrever mais um e-mail (presidente@jacmotorsbrasil.com.br) para reclamar.

Das outras vezes que enviei o e-mail obtive uma resposta meio automática e agora dessa vez nem isso recebi. Mas o responsável da concessionária entrou em contato comigo para falar sobre a referida reclamação.

Um dos meus questionamentos que era a regulagem de farol - que faz parte da revisão Top -  o responsável me disse que eles fazem a regulagem de forma manual sem olhar o motor de regulagem. Quando questionei porque não olharam mesmo estando anotado na ficha de recebimento do carro ele não soube me dizer.

E sobre o barulho do motor disse que estava tudo em ordem, mas se quisesse poderia levar o carro de novo para eles olharem novamente. Mas se estava tudo em ordem por que eu levaria o carro de novo?

Conclusão

Só me enrolou e quando foi questionado por que as solicitações que eu fiz não foram feitas ele não  soube responder. Acho que vou ter que esperar o carro estragar ou ficar empenhado para que descubram o que está acontecendo com o motor do carro, já que a Jac não quer olhar ou tem preguiça ou eles não sabem resolver mesmo.

Dica

Não faça a revisão Top. Faça o mínimo para manter a garantia do carro, os demais serviços que você puder faça fora da concessionária.

sábado, 9 de agosto de 2014

33 K - Freio infinito - Final

Dando sequência a postagem anterior eu comento nesta postagem como foi a retirada do fusível bem como a solução final da concessionária. 

A retirada da tampa de fusíveis foi fácil assim como foi fácil ler o esquema elétrico dos fusíveis na parte de trás da tampa, abaixo tem duas fotos mostrando o local da caixa de fusíveis bem como o esquema elétrico dos fusíveis do Jac J3.












 

Na imagem acima eu destaquei dois pontos, o ponto mais acima mostra a localização da pinça de fusíveis e o ponto mais abaixo a localização do fusível de freio. Na imagem abaixo tem o destaque para o fusível que deve ser retirado.





 Mas e porque precisamos de uma pinça? - Porque o espaço para retirar o fusível com os dedos é mínimo e ele fica bem preso quase colado no quadro de fusível, para isso devemos usar a pinça de fusíveis que como podemos ver no esquema está acima dos fusíveis.

Ai é que começa de fato o problema, nem na foto eu consegui fotografar a pinça, você tem que enfiar os dedos dentro da caixa de fusíveis que tem um espaço mínimo e fazer mágica para conseguir retirar a peça. Fiquei uns 10 minutos tentando retirar a peça, ainda bem que não era nenhuma "urgência", e para colocar de volta no lugar foram mais uns 10 minutos.

Após a retirada do devido fusível as luzes se apagaram e dessa forma eu não ficaria sem bateria, e na manhã seguinte lá estava eu na concessionária (mais uma vez). Expliquei o problema para a consultora e ela chamou um técnico, ele olhou e fez como a luz do EPC,  matou a charada de cara.

Era praticamente o mesmo defeito da embreagem que fazia a luz do EPC acender, no caso do freio o interruptor da luz de freio é acionado quando o freio é pressionado. Dessa forma ao pressionar o freio fecha o contato e as luzes de freio são acionadas, como ressecou o suporte que liga o pedal de freio ao interruptor, ele não era desligado.

Esperei uns 15 minutos o técnico arrumar, enquanto esperava visualizei outros dois J3 com o mesmo problema, parece que isso é um problema comum.

Conserto realizado em garantia, 15 minutos depois eu já estava liberado.

Espero que esse post seja útil para alguém.

Até a próxima.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

36 K - Freio infinito - Parte I

Por volta dos 36 mil quilômetros aconteceu algo meio bizarro com o Meu J3... Chamei esse evento de freio infinito.

No final da tarde após um rápido deslocamento com o J3 a minha esposa me ligou avisando que o carro estava com as luzes de freio ligadas inclusive o brake light (a luz que fica na parte superior do para brisa traseiro e acende junto quando as luzes de freio são acionadas), mesmo com o carro desligado as luzes permaneciam acesas. Perguntei se o freio estava funcionando normalmente e a resposta foi positiva.

Com o carro devidamente estacionado na garagem de casa comecei a pensar que tipo de atitude poderia tomar para evitar algo mais grave, afinal as lanternas traseiras estavam bem quentes pois fazia algum tempo que estavam ligadas ininterruptamente.

A primeira atitude que tive foi a de ligar o carro para ver se ainda tinha bateria, após o ocorrido com as luzes de neblina sabia que se deixasse as luzes ligadas por muito tempo não poderia ligar o carro de novo. Queria evitar de ter que chamar o seguro de novo, mas de qualquer forma precisaria levar o carro até a concessionária.

O carro estava ligando portanto ainda tinha bateria. Então a ação básica seria cortar o fornecimento de energia do carro para que as luzes não gastassem a bateria e poder levar o carro para concessionária no dia seguinte sem alguma ajuda externa. Tinha duas opções: remover os cabos da bateria ou procurar e desligar os fusíveis das luzes de freio.

Optei pela segunda opção por alguns motivos:
  • Evitar de perder tempo na manhã seguinte tendo que religar os cabos,
  • Perder a memória do rádio e da ECU (alguns componentes eletrônicos precisam da energia da bateria para manter as configurações e programação por exemplo), etc.

Outro motivo que me fez escolher os fusíveis foi justamente porque atualmente é bem raro alguma pessoa comum ter de utilizar os fusíveis para um procedimento de "urgência", resolvi testar como seria esse procedimento olhando apenas as instruções impressas na parte de trás da tampa de fusíveis.

Decidi colocar esse texto sobre o "freio infinito" em duas partes porque a retirada do fusível "merece" uma postagem a parte.

Na sequência a parte II, valeu.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

35 K - Troca das palhetas do limpador

As palhetas do limpador de para-brisa começaram a dar sinais desde os 28 mil quilômetros de que não durariam muito mais, começaram apresentando alguns riscos no para-brisa quando eram acionadas para retirar a água.

Com 35 mil estão em péssimo estado, dei uma passada na concessionária para saber o preço das palhetas originais porque quando novas funcionavam muito bem.

Mas o susto foi grande, 110 reais cada uma. Isso mesmo, cada palheta custa 110 reais, então para trocar as duas palhetas dianteiras o custo é de míseros 220 reais.

Desisti de comprar na concessionária e acabei comprando em uma loja de autopeças por 55 reais o par.

Conclusão

As palhetas originais são muito boas, mas na minha opinião duraram muito pouco. Óbvio que o tempo de duração pode variar devido a alguns fatores como por exemplo o uso constante dos limpadores ou se o carro permanece muito tempo no sol. Mas nenhum desses fatores foi o meu caso, então acredito que deveriam durar mais.

O preço na concessionária foi um susto que eu não esperava. Vamos supor que eles cobrassem 110 reais, já seria o dobro mas ainda estaria relativamente aceitável, mas cobrar 4 vezes acima do valor de mercado chega a ser bizarro pra não dizer outra coisa.

Dica

As palhetas podem ser compradas em qualquer loja de autopeças basta saber o tamanho de cada palheta, no caso do J3 uma tem 22 polegadas e a outra 16. Não precisa ser nenhum modelo específico para o J3 qualquer kit que possua o tamanho especificado pode ser utilizado, no meu caso comprei o kit normal da marca Dyna.
Update: O tamanho da palheta traseira é de 14 polegadas.

Era isso!