segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A revisão é TOP mesmo? Dica não faça...

Na revisão de 30 mil quilômetros eu acabei optando pela revisão TOP oferecida na concessionária.

Em outros carros que tive sempre procurei realizar a manutenção preventiva justamente para evitar a manutenção corretiva, mas com o carro já chegando a 30 mil quilômetros achei que a revisão TOP já estava na hora, justamente porque até o presente o momento nenhuma manutenção tinha sido realizada no carro e o mesmo começava a apresentar alguns defeitos como barulho no motor e eu tinha acrescentado alguns apontamentos extras como a regulagem do farol que não estava funcionando.

Após retirar o carro na concessionária percebi que o mesmo continuava praticamente da mesma forma que antes da revisão.

O barulho intermitente do motor  foi respondido pela concessionária que era normal, bom agora o barulho continuava intermitente da mesma forma mas cada vez mais alto ou mais duradouro.

E a regulagem do farol que estava desligada continuou desligada, mas na concessionária disseram que estava consertada.

Repensei bastante pois já estava de saco cheio de ter que retornar a concessionária, pois na prática uma visita na concessionária geralmente gera outra visita, simplesmente porque o carro é liberado com alguma pendência. Basta ler as demais postagens aqui no blog do Meu J3 para perceber isso, então resolvi novamente escrever mais um e-mail (presidente@jacmotorsbrasil.com.br) para reclamar.

Das outras vezes que enviei o e-mail obtive uma resposta meio automática e agora dessa vez nem isso recebi. Mas o responsável da concessionária entrou em contato comigo para falar sobre a referida reclamação.

Um dos meus questionamentos que era a regulagem de farol - que faz parte da revisão Top -  o responsável me disse que eles fazem a regulagem de forma manual sem olhar o motor de regulagem. Quando questionei porque não olharam mesmo estando anotado na ficha de recebimento do carro ele não soube me dizer.

E sobre o barulho do motor disse que estava tudo em ordem, mas se quisesse poderia levar o carro de novo para eles olharem novamente. Mas se estava tudo em ordem por que eu levaria o carro de novo?

Conclusão

Só me enrolou e quando foi questionado por que as solicitações que eu fiz não foram feitas ele não  soube responder. Acho que vou ter que esperar o carro estragar ou ficar empenhado para que descubram o que está acontecendo com o motor do carro, já que a Jac não quer olhar ou tem preguiça ou eles não sabem resolver mesmo.

Dica

Não faça a revisão Top. Faça o mínimo para manter a garantia do carro, os demais serviços que você puder faça fora da concessionária.

sábado, 9 de agosto de 2014

33 K - Freio infinito - Final

Dando sequência a postagem anterior eu comento nesta postagem como foi a retirada do fusível bem como a solução final da concessionária. 

A retirada da tampa de fusíveis foi fácil assim como foi fácil ler o esquema elétrico dos fusíveis na parte de trás da tampa, abaixo tem duas fotos mostrando o local da caixa de fusíveis bem como o esquema elétrico dos fusíveis do Jac J3.












 

Na imagem acima eu destaquei dois pontos, o ponto mais acima mostra a localização da pinça de fusíveis e o ponto mais abaixo a localização do fusível de freio. Na imagem abaixo tem o destaque para o fusível que deve ser retirado.





 Mas e porque precisamos de uma pinça? - Porque o espaço para retirar o fusível com os dedos é mínimo e ele fica bem preso quase colado no quadro de fusível, para isso devemos usar a pinça de fusíveis que como podemos ver no esquema está acima dos fusíveis.

Ai é que começa de fato o problema, nem na foto eu consegui fotografar a pinça, você tem que enfiar os dedos dentro da caixa de fusíveis que tem um espaço mínimo e fazer mágica para conseguir retirar a peça. Fiquei uns 10 minutos tentando retirar a peça, ainda bem que não era nenhuma "urgência", e para colocar de volta no lugar foram mais uns 10 minutos.

Após a retirada do devido fusível as luzes se apagaram e dessa forma eu não ficaria sem bateria, e na manhã seguinte lá estava eu na concessionária (mais uma vez). Expliquei o problema para a consultora e ela chamou um técnico, ele olhou e fez como a luz do EPC,  matou a charada de cara.

Era praticamente o mesmo defeito da embreagem que fazia a luz do EPC acender, no caso do freio o interruptor da luz de freio é acionado quando o freio é pressionado. Dessa forma ao pressionar o freio fecha o contato e as luzes de freio são acionadas, como ressecou o suporte que liga o pedal de freio ao interruptor, ele não era desligado.

Esperei uns 15 minutos o técnico arrumar, enquanto esperava visualizei outros dois J3 com o mesmo problema, parece que isso é um problema comum.

Conserto realizado em garantia, 15 minutos depois eu já estava liberado.

Espero que esse post seja útil para alguém.

Até a próxima.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

36 K - Freio infinito - Parte I

Por volta dos 36 mil quilômetros aconteceu algo meio bizarro com o Meu J3... Chamei esse evento de freio infinito.

No final da tarde após um rápido deslocamento com o J3 a minha esposa me ligou avisando que o carro estava com as luzes de freio ligadas inclusive o brake light (a luz que fica na parte superior do para brisa traseiro e acende junto quando as luzes de freio são acionadas), mesmo com o carro desligado as luzes permaneciam acesas. Perguntei se o freio estava funcionando normalmente e a resposta foi positiva.

Com o carro devidamente estacionado na garagem de casa comecei a pensar que tipo de atitude poderia tomar para evitar algo mais grave, afinal as lanternas traseiras estavam bem quentes pois fazia algum tempo que estavam ligadas ininterruptamente.

A primeira atitude que tive foi a de ligar o carro para ver se ainda tinha bateria, após o ocorrido com as luzes de neblina sabia que se deixasse as luzes ligadas por muito tempo não poderia ligar o carro de novo. Queria evitar de ter que chamar o seguro de novo, mas de qualquer forma precisaria levar o carro até a concessionária.

O carro estava ligando portanto ainda tinha bateria. Então a ação básica seria cortar o fornecimento de energia do carro para que as luzes não gastassem a bateria e poder levar o carro para concessionária no dia seguinte sem alguma ajuda externa. Tinha duas opções: remover os cabos da bateria ou procurar e desligar os fusíveis das luzes de freio.

Optei pela segunda opção por alguns motivos:
  • Evitar de perder tempo na manhã seguinte tendo que religar os cabos,
  • Perder a memória do rádio e da ECU (alguns componentes eletrônicos precisam da energia da bateria para manter as configurações e programação por exemplo), etc.

Outro motivo que me fez escolher os fusíveis foi justamente porque atualmente é bem raro alguma pessoa comum ter de utilizar os fusíveis para um procedimento de "urgência", resolvi testar como seria esse procedimento olhando apenas as instruções impressas na parte de trás da tampa de fusíveis.

Decidi colocar esse texto sobre o "freio infinito" em duas partes porque a retirada do fusível "merece" uma postagem a parte.

Na sequência a parte II, valeu.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

35 K - Troca das palhetas do limpador

As palhetas do limpador de para-brisa começaram a dar sinais desde os 28 mil quilômetros de que não durariam muito mais, começaram apresentando alguns riscos no para-brisa quando eram acionadas para retirar a água.

Com 35 mil estão em péssimo estado, dei uma passada na concessionária para saber o preço das palhetas originais porque quando novas funcionavam muito bem.

Mas o susto foi grande, 110 reais cada uma. Isso mesmo, cada palheta custa 110 reais, então para trocar as duas palhetas dianteiras o custo é de míseros 220 reais.

Desisti de comprar na concessionária e acabei comprando em uma loja de autopeças por 55 reais o par.

Conclusão

As palhetas originais são muito boas, mas na minha opinião duraram muito pouco. Óbvio que o tempo de duração pode variar devido a alguns fatores como por exemplo o uso constante dos limpadores ou se o carro permanece muito tempo no sol. Mas nenhum desses fatores foi o meu caso, então acredito que deveriam durar mais.

O preço na concessionária foi um susto que eu não esperava. Vamos supor que eles cobrassem 110 reais, já seria o dobro mas ainda estaria relativamente aceitável, mas cobrar 4 vezes acima do valor de mercado chega a ser bizarro pra não dizer outra coisa.

Dica

As palhetas podem ser compradas em qualquer loja de autopeças basta saber o tamanho de cada palheta, no caso do J3 uma tem 22 polegadas e a outra 16. Não precisa ser nenhum modelo específico para o J3 qualquer kit que possua o tamanho especificado pode ser utilizado, no meu caso comprei o kit normal da marca Dyna.
Update: O tamanho da palheta traseira é de 14 polegadas.

Era isso!

domingo, 3 de agosto de 2014

33 K - Cuidado com as luzes de neblina dianteira

Dando sequência ao resgate das postagens, hoje conto um evento que ocorreu no Meu J3 por volta dos 33 mil quilômetros e me deixou sem bateria.

O J3 tem possui um sistema de proteção para evitar que o veículo permaneça com as luzes ligadas caso o motorista tenha esquecido de desliga-las. Esse sistema possui um funcionamento simples, ao retirar a chave da ignição e abrir a porta do motorista as luzes são automaticamente desligadas.

Devido a esse sistema eu peguei o péssimo hábito de não deligar as luzes manualmente de vez em quando, principalmente quando era uma parada rápida.

Certo dia eu liguei as luzes de neblina durante uma forte chuva no final da tarde, ao estacionar o carro na rua a chuva já tinha parado e eu "esqueci" desligar os faróis. Ao retornar para o veículo estranhei que as luzes de neblina dianteira estavam ligadas, o sistema que desliga as luzes falhou.

Ocorre que ao sair do veículo ainda estava claro e por esse motivo eu não percebi que as luzes de neblina dianteira estavam ligadas. As luzes de posicionamento (também conhecidas como sinaleira) e as lanternas traseiras haviam sido desligadas pelo sistema menos as luzes de neblina.

Entre estacionar o carro e voltar se passaram algo em torno de duas horas, o suficiente para gastar a bateria com as luzes de neblina que no J3 são bem fortes e não dar a partida no carro. Tive que acionar o seguro e esperar uns 30 minutos até que a seguradora fosse lá e com uma carga rápida o carro desse a partida.

Dica


Nunca confie cegamente no sistema que desliga as luzes automaticamente, você pode ficar empenhado em algum lugar sem bateria devido a um mau funcionamento desse sistema. Melhor desligar os faróis manualmente dentro do carro para evitar imprevistos.

Agora cada vez que saio do carro mesmo desligando as luzes manualmente eu sempre dou uma olhadinha básica.

Espero que essa dica seja útil para alguém, até a próxima.

sábado, 2 de agosto de 2014

O que é EPC no painel do JAC

Dedico esta postagem especialmente para falar sobre o EPC, vejo que muitas pessoas acessam o blog procurando mais informações sobre isso.

Já falei da luz do EPC em outras postagens (aqui e aqui) mas nesse post o meu objetivo é ser um pouco mais específico sobre o funcionamento do EPC bem como os problemas mais comuns que acontecem com esse sistema.

Para começar, afinal, o que é EPC?

A sigla EPC quer dizer Electronic Power Control, ou controle eletrônico de potência em tradução livre.

Qual a finalidade do EPC?

A finalidade principal do EPC é monitorar o carro através de um conjunto de sensores, com o intuito de proteger o motor contra possível falhas evitando um dano maior. O conjunto de sensores que fazem parte do EPC podem variar de acordo com cada modelo. No caso da Jac aqui no Brasil acredito que os sensores sejam os mesmos para todos os carros lançados até o momento: J2, J3, J3S, J3 Turin, J3 Turin S, J5 e J6, isso por que todos os modelos compartilham o mesmo conjunto mecânico com pequenas diferenças entre si.

Qual o objetivo do EPC?

O objetivo do EPC é permitir que o motorista possa levar o seu carro a concessionária dirigindo normalmente, ao invés de esperar um problema maior acontecer e ficar com o carro incapacitado de andar.

O que é monitorado no carro pelo EPC? 

Essa é uma boa pergunta e a Jac Motors não divulga essa informação oficialmente, no manual do proprietário apenas informa que quando a luz do EPC acende no painel do carro existe uma anomalia no motor e o proprietário deve se dirigir a uma concessionária autorizada para realizar o reparo.

O que vou colocar de informação sobre o monitoramento dos sensores foi resultado da minha  experiência utilizando o Meu J3 e uma compilação de outros relatos de proprietários de um Jac.

Existe um sensor monitorando cada pedal do carro (embreagem, freio e acelerador, que nos carros da Jac é eletrônico) e outro sensor para monitor o nível do gás do ar condicionado. O EPC pode trabalhar em conjunto com outros sensores do carro como os sensores do motor, do ABS, etc, formando assim um sistema de diagnóstico do carro.

Quando a luz do EPC acende?

Na prática a minha experiência utilizando o Meu J3 mostra que essa luz pode acender a qualquer momento no carro, mas geralmente na maioria dos casos são por pequenas falhas, por exemplo, o sensor de embreagem pode apresentar um defeito (mais informações aqui) gerando um efeito em cascata provocando o acendimento do EPC no painel. No entanto, existem casos mais complexos que fazem a luz do EPC acender no painel e são de difícil detecção, alguns relatos de donos de Jac mostram que é necessário ir a concessionária diversas vezes para resolver o problema.

Ocorre que esse mecanismo é bastante sensível e tem causado uma certa dor de cabeça tanto para os donos de Jac quanto para a própria montadora. Um exemplo simples do quão sensível é esse sistema que, se a pessoa dirigir como um "piloto" realizando arrancadas, subidas extremas de giro do motor ou redução de velocidade utilizando o freio motor de forma exagerada a luz do EPC pode acender no painel do carro.

 O que acontece com o carro quando a luz do EPC acende?

O carro fica como se estivesse com o motor fora do ponto ou desregulado. O mais comum é ao trocar de marchas o giro do motor subir mais que o normal e o mesmo acontecer ao frear o carro.

O que fazer quando a luz luz do EPC acende?

Primeiro, não se desespere. Apesar do EPC monitorar o motor, em geral ele não indica algo tão grave quanto a luz de óleo ou o super aquecimento do motor, esses sim indicam que o carro deve parar imediatamente.

Leve o carro a concessionária o mais breve possível, mas dirija tranquilamente, ao contrário do que algumas pessoas relatam o carro não fica inguiável.

É só a Jac que utiliza o EPC?

Não. Aqui no Brasil até onde sei só os carros da Volkswagen também possuem o EPC. Outras montadoras que sei que possuem esse sistema é a Mercedez e a Audi.

O EPC anula a garantia do carro?

De forma alguma a garantia será afetada, pelo contrário, você deve usar a garantia justamente para exigir que o carro seja reparado. 

Espero que esse post tenha esclarecido um pouco as dúvidas sobre o EPC, até a próxima.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Revisão do JAC J3 30 mil km - Avaliação final

Depois de todas as idas e vindas da concessionária dá para começar a formar uma opinião um pouco mais completa.

O carro


O carro não me parece ser ruim, mas ele apresentou alguns detalhes que precisavam ser olhados mais atentamente. Não acredito sinceramente que uma empresa vai colocar um carro no mercado com garantia de 6 anos sabendo que o produto é ruim, seria um tiro no pé. Mas como todo e qualquer carro alguns imprevistos podem acontecer, cabe a concessionária reparar o problema ou dar alguma explicação razoável.

A concessionária

Nessa revisão eu não acompanhei o serviço dentro da oficina pois tinha outros compromissos mas confesso que começo a achar o atendimento da concessionária Jac (Porto Alegre) ruim.

O atendimento é burocrático, a hora agendada não serve para nada e nunca sabemos quando o carro será entregue. Isso é muito ruim porque dessa forma as pessoas não conseguem se agendar, eu não trabalho com o carro mas fico imaginando quem depende do carro para se locomover...

Acabei perdendo um tempo precioso dentro da concessionária e ainda por cima não resolveram nenhum dos problemas reportados ou deram uma explicação convincente. Aliás isso foi o que me deixou extremamente irritado com a concessionária, eu paguei por uma revisão Top que na prática eu não sei se foi totalmente executada pois não fizeram nem o básico que foi pedido.

Conclusão


Quando comprei o carro sabia que teria que levar o carro em todas as revisões na concessionária, mas não sabia que essa seria a pior parte. Continuo afirmando que a concessionária de Porto Alegre tem sido a principal razão do meu descontentamento com a marca e eu que achava que seria o carro.

Dica


Quem não pode perder tempo com revisões deve procurar outra montadora pois não recomendo a Jac Motors, começo a chegar a conclusão de que esse será o ritmo de trabalho da Jac. Cada revisão é um stress desnecessário.